domingo, 4 de dezembro de 2016

Após décadas de pesquisas, anticoncepcional masculino não chega às farmácias



Quase 60 anos após o início da comercialização das pílulas anticoncepcionais para mulheres, as pesquisas sobre os métodos de contracepção masculina evoluem, mas sem que produtos destinados aos homens cheguem às farmácias. Um recente estudo renovou as esperanças das mulheres que desejam dividir a tarefa da contracepção com seus parceiros, mas ele foi cancelado devido a efeitos colaterais em alguns voluntários.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Orgasmo feminino - Uma conquista


Falar de sexo, mesmo nos dias atuais, ainda é um tema que permeia o preconceito das pessoas em geral, independente de faixa etária, gênero ou classe social. Muitos são os que ainda confundem e pensam que quando se fala em sexo, se fala em pornografia, ou que isso remetesse à vulgaridade. Seja como for, falar da própria sexualidade, do sexo, do desejo e do orgasmo é algo impensável.
            Estima-se que pelo menos 50% dos casais sofrem com questões relacionadas ao sexo! Ter problemas com o sexo é não ter desejo, não ter orgasmo ou se encontrar impossibilitado de ter ou manter o ato sexual.
Falando um pouco da questão do orgasmo, mais precisamente do orgasmo feminino, a maneira como o assunto é tratado não é diferente. Um terço das mulheres não consegue ter orgasmo ou têm dificuldade em alcançá-lo. Muitas delas pensam: “Eu sou a única!”; “Nunca vou conseguir!”; “Meu marido não consegue me dar orgasmos!”. Nesse caso elas acreditam que se não sentem orgasmos é porque os maridos não souberam como fazê-las chegar lá!
            Como se dá o orgasmo então?
            O orgasmo é um dos ciclos da resposta sexual humana, ele vem depois do desejo e da excitação, é o clímax. É uma sensação extremamente agradável e prazerosa, da qual toda mulher deveria ter!
            Por que tantas mulheres não têm orgasmo? Por vários motivos: a) Ainda vivemos em uma sociedade repressora, que considera que as mulheres devem se preservar e que o direito de liberar as energias sexuais ficou apenas para os homens – mas as mulheres também sentem prazer, têm hormônios, têm libido; b) Muitas pessoas, por questões religiosas, consideram a masturbação um pecado; c) Ouvimos falar que nosso prazer depende dos homens – Nosso prazer não depende dos homens e nem está subordinado a eles – As mulheres precisam aprender que cabe à elas esse momento afortunado, mas elas não sabem como! Existem outros motivos e considero que o mais importante de todos é destacar que: d) As mulheres, diferentemente da maioria dos homens, não conhecem o próprio corpo, nunca se masturbaram, ou o fizeram em raras ocasiões; sentem receio, vergonha e medo em tocar o próprio genital.
            Os meninos se masturbam desde cedo, e desde cedo aprendem a ter orgasmos. Essa fase da resposta sexual humana talvez seja a mais simples para eles, depois eles vão se deparar com outras questões sobre sua sexualidade.
As mulheres ainda não conseguiram alcançar essa naturalidade que os homens têm em se masturbar, e talvez nem pense nisso como algo provável e de fundamental importância para que elas tenham o conhecimento do próprio corpo e das sensações que lhes são prazerosas. Elas ainda não entenderam que esse é o caminho de maior sucesso para se conseguir o tão desejado “orgasmo”!
A mulher precisa se tocar, precisa se masturbar para se conhecer e deixar de ter receio com o próprio corpo. Dessa maneira ela vai aprender a sentir prazer e poderá ensinar ou ajudar o seu parceiro a fazê-la sentir. A vagina faz parte do corpo tanto quanto os dentes, o cabelo e as unhas, e por que elas passam horas cuidando disso e não conseguem passar sequer um minuto olhando ou tocando a própria vulva?

Keila Oliveira 
Psicóloga
Sexóloga 
Terapeuta Sexual

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

08 de Agosto - TRANSpondo o Preconceito - UFRN

Muito importante debater sobre temas tão densos e tão importantes.
A IFMSA Brazil mais uma vez de parabéns por lançar iniciativas de estudos de gênero e cidadania.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ponto G - Site Dicas de Mulher

Aproveitem a nova matéria sobre o tema que saiu agora e conta com minha colaboração.
Espero que gostem.

Ponto G existe? Sexóloga dá dicas de movimentos e posições para aproveitá-lo

Acredita-se que ele esteja na região próxima da inervação do clitóris e, por isso, seja responsável pelo orgasmo feminino


Veja ela completa no Link - http://www.dicasdemulher.com.br/ponto-g/



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Poliamor e as novas formas de não estigmatizar/nomenclaturizar

Feliz Ano Novo a todos!

Começo o ano na tentativa de abordar um tema polêmico. Na verdade, creio ser difícil abranger qualquer tema na ordem da sexualidade sem um "Q" de Polêmica. Sexualidade é um tema sempre difícil, denso e que nos dias atuais cada dia mais surgem nomenclaturas, termos, siglas e tudo que se tenta para encontrar nuances que se enquadrem, diagnostiquem, classifiquem.
Muitas pessoas preferem a não classificação e apontar que o que vale nessa vida é ser feliz.
Tempos atrás a transexualidade estava enquadrada como um transtorno dentro das psicoses. Hoje a prática clínica nos impede desse tipo de diagnóstico, tendo em vista que muitos neuróticos se veêm como transexuais.
As diversidades sexuais são muito mais diversas e numa gama muito maior da que encontramos nos manuais diagnósticos e cada sujeito é único no mundo, independente sobre qual orientação ou sobre qual objeto o seu desejo se orienta.
Em meados de 2015 o site da Uol - Mulher lançou um artigo intitulado  "Conheça homens que transam com homens, mas não se consideram gays". Segue link

Gostaria de abrir diálogos acerca do tema. É um tema denso, complicado, mas cada um guarda dentro de sí um sentimento e um segredo, pois não é a todos que conseguimos falar abertamente sobre o tema. Antropólogos, sociólogos, psicanalistas e pesquisadores apontam o tempo inteiro novas maneiras de pensar e se apontar ao mundo.
O espaço está aberto para comentários, argumentos, desabafos e tudo que possa contribuir para uma construção das novas formas de amor.
Comentários homofóbicos e preconceituosos não serão postados. Este espaço é de construção e não desconstrução, é para contribuir e não denegrir. O mundo já é segregado demais.

Feliz 2016 a todos



Segue abaixo texto da Uol-Mulher do Yannik D'Elboux

  • Conheça homens que transam com homens, mas não se consideram gays
  • Para alguns homens, o desejo por outro homem não muda a orientação sexual
O arco-íris da sexualidade humana tem muito mais do que sete cores. Entre a heterossexualidade e a homossexualidade, existem tantas nuances quanto desejos. No meio desse caminho, estão os HSH (homens que fazem sexo com homens). São homens que gostam de transar com outros, porém não se consideram gays.

"Nunca consegui me imaginar de mãos dadas ou trocando carinhos. Sexo com homem é grosseiro, por isso é só sexo", diz Antônio* (nome fictício), 40, corretor de seguros, que se identifica como hétero. Pai de um menino de cinco anos, ele já foi casado e namora apenas mulheres. "Nunca conseguiria me relacionar afetivamente com um homem, tenho 101% de certeza, curto apenas a putaria na cama", fala, negando qualquer hipótese de que poderia ser um homossexual enrustido.

A ideia de negação da verdadeira orientação sexual sempre surge quando alguém coloca em prática uma fantasia que não corresponde à sexualidade assumida. Porém, para o sociólogo Felipe Padilha, membro do grupo Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), não há essa relação. "O contato erótico entre homens não leva necessariamente a uma identidade."

Para Flávio* (nome fictício), 25, analista de sistemas, tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade estão mais ligadas aos sentimentos por alguém do mesmo sexo. Por essa razão, ele se considera hétero, apesar de transar com homens desde os 15 anos. Flávio tem prazer em ser penetrado, mas, assim como Antônio, não se imagina namorando outro homem. "Meu desejo é apenas para sexo. É só tesão, talvez uma fantasia ou um prazer que a mulher não pode me dar."

Prazer escondido

Nem todos os HSH desfrutam do sexo anal. "Não gosto de ser penetrado, apesar de já ter sido, fico desconfortável, mas curto uma lambida, o que é mais fácil ter entre homens", conta Márcio* (nome fictício), 27, professor de história, que fez sexo com um amigo pela primeira vez há três anos por curiosidade.

Márcio tem uma parceira sexual há quase dois anos e prefere fugir dos rótulos. "Poderia dizer que sou bissexual, mas acho tais nomenclaturas desinteressantes. Minha orientação sexual é a de permitir entrar em contato e experimentar o mundo como aventura."

Muitas vezes, as relações sexuais entre os HSH são mantidas em segredo por causa do preconceito em relação a esse tipo de comportamento. "Diferentemente dos homens, que adoram quando duas mulheres ficam, muitas mulheres não ficariam com um homem que já transou com outro. Acham que o cara é gay e não serve para elas", afirma Flávio, que prefere não contar sobre esse aspecto da sua vida para as namoradas até sentir abertura para isso.

Márcio fala que já revelou para algumas parceiras que sente atração por homens e até participou de uma transa a três com uma namorada. Apesar dos preconceitos, tabus e do machismo, o professor diz acreditar que cada vez mais pessoas estão dispostas a viver os relacionamentos e a sexualidade de outras formas, além dos modelos tradicionais. "Hoje em dia é mais fácil encontrar quem lide bem com essas questões, ainda mais em grupos de poliamor."

Antônio diz que, quando começou a ter experiências com outros homens, chegou a se questionar se era gay. Contudo, percebeu que seu desejo não estava relacionado à sua orientação. Hoje, ele não se preocupa tanto com julgamentos morais. "Sou muito homem no dia a dia, mas se quiser sentir outro pau serei bicha por minutos, horas e depois minha vida volta ao normal, o que importa é o meu prazer."




O Silêncio - sobre abuso sexual