segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ejaculação Rápida

Anteriormente conhecida como ejaculação precoce, essa disfunção é a mais comum entre as disfunções sexuais masculinas, segundo pesquisa feita por Oswaldo Rodrigues em 1991 com estudantes universitários entre 18 e 42 anos, 45% deles responderam impossibilidade de controlar a ejaculação; 83% deles responderam não controlar a ejaculação e ainda, a maioria, 91% tinham com estratégia "compensar" com a segunda ejaculação
Ejaculação rápida pode ser caracterizada como primária e secundária. Primária quando ela sempre existiu na vida sexual do homem, secundária quando ela surgiu após alguns anos de atividade sexual.
Muitos homens demoram anos até procurar ajuda, principalmente se eles não tem uma parceria fixa. Em casos extremos, o homem inclusive evita contato íntimo com uma parceira por mais de uma ou duas vezes, pois o sofrimento e a dor vivenciados acabam por causar um certo afastamento sexual íntimo e duradouro.   
Embora seja uma disfunção muito comum entre os homens, ela causa muito sofrimento, pois mexe com a masculinidade e a virilidade.
Ejaculação precoce tem bom prognóstico, existe tratamento, proporciona uma melhora significativa e em alguns casos, quando o paciente é determinado ela tem sua remissão total. O índice de sucesso é muito significativo, no entanto muitas pessoas desistem em detrimento de vários fatores, inclusive da própria ansiedade na qual vivemos na qual todo mundo quer resultados rápidos e medicamentosos... Mexer com questões psicológicas na maioria das vezes requer determinação e paciência, mas os frutos em geral são muito bons... 
Segundo ainda Oswaldo Rodrigues, o tempo médio para procurar tratamento para quem tem ejaculação rápida primária é de 17 anos, e para quem tem ejaculação rápida secundária é de 4 anos.
Para a sexologia, o diagnóstico não se dá em relação ao tempo, mas na capacidade que o homem tem de conseguir ou não o controle ejaculatório, o que não é uma atividade muito fácil, principalmente para adolescentes. Na nossa cultura, estabeleceu-se uma relação direta entre ‘orgasmo x ejaculação’ Em alguns casos, a ejaculação não está associada ao orgasmo, muitos homens não conseguem ter o senso dessas duas coisas distintas, contudo, em alguns casos a ejaculação precoce não vem seguida do orgasmo
Ansiedade, inexperiência, estresse diário, superestimulação, dentre outros são os fatores mais comuns que predispõe a ejaculação rápida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Disfunção Erétil


     Antigamente conhecida como Impotência Sexual. O nome já caiu em desuso, hoje se chama disfunção erétil. O nome impotência não é mais utilizado porque causava muito estigma: “impotente”. O uso do vocábulo “disfunção erétil” remete a um estado temporário e não a um problema permanente. A disfunção pode ter três origens: fisiológica, psicológica ou mista, que é a união das duas anteriores. Estima-se que 25% dos homens sofram com o problema em algum momento da vida. Esse índice aumenta para 46% em homens acima dos 60 anos.
     As causas podem ser diversas, desde insegurança, estresse e problemas financeiros até problemas mais sérios causados pelo tabagismo ou câncer.
     Em geral, a saúde do homem é deixada um pouco de lado quando se compara com os cuidados femininos com a saúde. Os homens sentem mais vergonha em procurar ajuda médica e se preocupam menos logo quando aparecem os primeiros sintomas. Estima-se que os homens demorem pelo menos 07 anos para procurar ajuda médica e especializada, nos casos de problemas relacionados à sexualidade, alguns chegam a sofrer ainda mais demorando mais do que 17 anos para procurar um profissional especializado.
     Não podemos esquecer aquele grande “mito” e “temor” que os homens começam a sentir quando chegam perto dos quarenta anos, que é a idade limite para se procurar um urologista e fazer revisões periódicas da próstata. Um medo exacerbado e sem muito fundamento, pois se trata nada mais, nada menos do que um exame necessário à saúde do aparelho reprodutor masculino. Se formos pensar logicamente: melhor fazer um exame incômodo do que comprometer a saúde de seu grande amigo “falo”!
     A disfunção erétil pode ser situacional ou generalizada, ou seja, ela pode acontecer só em determinadas situações ou com determinadas pessoas, ou generalizada, que é quando ela ocorre em toda e qualquer situação, independente da pessoa. Às vezes o homem consegue ter a ereção, contudo na hora da penetração ele perde a ereção, ou quando coloca o preservativo.   Em adolescentes é mais comum quando coloca o preservativo em detrimento da inexperiência ou falta de controle do próprio corpo.
     É importante verificar os hábitos e a qualidade de vida de quem se apresenta com essa disfunção, pois cigarro, bebidas e drogas influenciam muito na qualidade da relação sexual. Um grande vilão da sexualidade masculina é o cigarro, o uso prolongado e exacerbado ao longo da vida pode causar disfunção erétil irreversível.
     Muitos homens começam a apresentar o problema depois de um grande período de estresse ou depois de uma situação bastante incômoda, seja no ambiente de trabalho ou em casa, contudo o mais comum é que sejam problemas no ambiente laboral.
     É preciso levar em consideração, que problemas dessa ordem, geralmente não são compartilhados com suas companheiras, o que muitas vezes é um equívoco, pois ao contrário do que a maioria dos homens pensa, falar para sua companheira sobre a origem do problema só traz mais cumplicidade como também facilita a resolução do problema. Ao contrário, quando se omite casos como este, corre o risco de que o relacionamento a dois entre em crise, pois a fantasia de traição e de que o companheiro não sente mais desejo acaba tomando conta da situação.
     Um homem saudável pode ter relações sexuais até o fim de sua vida e inclusive pode ter filhos, diferentemente da mulher que em detrimento da menopausa perde a capacidade reprodutiva. Para que isso ocorra, uma vida com hábitos saudáveis, sem consumo exacerbado de álcool e cigarros, bem como um acompanhamento periódico ao urologista, principalmente após os 40 anos é de fundamental importância para que o homem possa ter uma vida sexualmente ativa até o fim de seus dias.
     Fazer uma avaliação da disfunção erétil com urologista e descartar as causas orgânicas, é um dos critérios para se iniciar um tratamento com terapeuta sexual, na grande maioria dos casos podemos perceber bons resultados quando o paciente é envolvido no processo.
     Permita uma vida sexual saudável, procure ajuda especializada logo quando surgir os primeiros sintomas.
     Sobre este artigo, deixamos um espaço para tirar dúvidas, basta enviar e-mail para sexologianews@gmail.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Homem DVD!

     Acho que uma das coisas que deixam as mulheres mais irritadas é acabar de fazer amor e ver seu amado virar para o lado e dormir! O famoso Homem que Deita, Vira e Dorme! Que mulher não ficaria com raiva? Creio que é quase unanimidade! Mas por que isso acontece?
     Primeiro vamos tentar entender um pouco as diferenças entre homens e mulheres. Nosso corpo produz vários hormônios, cada um responsável para estimular a produção de determinada coisa. O hormônio responsável pela excitação, por exemplo, é a testosterona, muito presente no homem, e na mulher em uma quantidade menor.
     No homem, a testosterona é produzida em alta quantidade todos os dias, em determinados horários a produção se torna mais intensa. É muito comum, em alguns homens, que o nível de testosterona tenha seu ápice do fim da madrugada para o início da manhã. O que explica muitos homens acordarem com seu membro já bem desperto e doido para brincar!
     Na mulher, além da testosterona que é em quantidade menor, tem a progesterona e o estrógeno, que atuam mais na reprodução do que na relação em si. A progesterona, inclusive, ajuda a diminuir a libido, e o estrógeno tem seu papel importante na fase de excitação, ajudando a mulher a se lubrificar e permitir a relação, mas não atua no desejo propriamente dito! Além do que, não podemos esquecer que esses hormônios “brigam” por espaço, e cada um deles tem seus picos alternados no ciclo menstrual de 28 dias. É quase uma maratona hormonal e ainda estranham porque a mulher alterna tanto de humor? Sem contar cólica, dores nas pernas e de cabeça quando a menstruação vem!
     Homem é mais hormonal, até porque ele tem só a testosterona pra se preocupar! Mulher é mais sensitiva, é mais emocional. Seu cérebro é diferente e possui muito mais conexões do que o dos homens, e isso faz delas biologicamente mais perceptiva do que os homens.
     Certa vez uma amiga me falou a seguinte frase “Para se fazer amor com uma mulher à noite, o homem precisa começar a preparar a cama logo pela manhã!”, porque se ele a aborrecer durante o dia, quando chega à noite nada feito! É a mais pura verdade, com algumas exceções, a maioria das mulheres necessita se sentir desejada, acariciada, e sem preliminares a coisa fica ainda mais difícil!
     Voltando ao DVD, só para que os homens não se sintam ofendidos! A questão é mesmo hormonal! Desculpe-me as mulheres, mas é mais forte do que eles. Vamos entender: depois do orgasmo, outro hormônio entra em ação, a testosterona baixa, e entra no jogo a prolactina – que na mulher também é responsável pela produção de leite quando ela amamenta -. A prolactina produz a baixa de desejo, e isso faz com que depois de terminada a relação, ambos não queiram repetir a dose. Só que a prolactina causa sonolência, por isso ele deita, vira e dorme mesmo!
     É claro, que os efeitos dos hormônios no nosso corpo variam de pessoa para pessoa, dessa maneira, algumas pessoas podem não sofrer o efeito da baixa de desejo causado pela prolactina, e logo em seguida queiram repetir a dose! Nos homens, o efeito da sonolência pode ser maior ou menor, o que quer dizer que uns demorarão mais ou menos para deitar, virar e dormir, enquanto sua parceira, poderá ainda sentir vontade de continuar na brincadeira!
   


terça-feira, 12 de maio de 2015

Adolescente sabe tudo sobre sexo!(?)



    Certa vez ouvi uma professora me indagar para quê eu iria falar sobre sexualidade com adolescentes? Se eles já sabem de tudo, sabem até mais do que nós adultos! - dizia ela, quase como que me olhando ironicamente. Tive uma breve sensação de que aquela professora me olhava pensando no tempo que eu estava prestes a perder!
     Mal sabia ela do quanto estava equivocada, despreparada e desinformada desse “saber” adolescente sobre sexo e sexualidade. Pena, que ela não é a única, assim como ela, existe muitos e muitos outros educadores, pedagogos, orientadores e pais que pensam da mesma maneira: que não precisa falar de sexo e sexualidade porque eles já sabem de tudo!
     Pesquisas feitas por Carmita Abdo revelaram duas realidades sobre esse saber adolescente. A primeira, intitulada “Correlação entre o conhecimento e a prática sexual de alunos de segundo grau em Escola Pública de São Paulo”, aborda sobre o conhecimento acerca da prática sexual de adolescentes do ensino médio (dos 15 aos 20 anos). A conclusão do estudo é de que nessa faixa etária, os adolescentes demonstram bastante conhecimento (95% de acertos sobre questões de prevenção de gravidez e DST/AIDS). Contudo, a mesma pesquisa mostra que apenas saber das informações não evita que os mesmos tenham um comportamento de risco, pois somente metade deles usa métodos preventivos.
     A segunda pesquisa, intitulada “Adolescentes de classe média do ensino fundamental: prática e conhecimento da sexualidade”, aborda sobre o conhecimento acerca da prática sexual em adolescentes do ensino fundamental (dos 10 aos 14 anos). Essa sim, mostra dados muito mais preocupantes: 73% sabem o que é AIDS, mas o conhecimento sobre outras DST era precário bem como o conhecimento sobre a maneira como preveni-las também era precário; 52% acreditavam que a pílula anticoncepcional também previne DST; 1/3 deles acreditava que o DIU além de prevenir gravidez, também evitava DST; 9% deles responderam já ter tido relação sexual e apenas 50% ter usado camisinha. A pesquisa concluiu haver ainda muitas lacunas sobre o conhecimento de métodos anticoncepcionais, ciclo menstrual, gravidez e DST/AIDS.
     Se considerarmos que as pesquisas mais recentes apontam que a média da iniciação da vida sexual do adolescente nos últimos 10 anos caiu para 14 anos nas meninas e 15 anos nos meninos. É justamente nessa faixa de transição entre o ensino fundamental e o médio que se inicia a vida sexual.
     É fato, que além da falta de informações adequadas, não podemos deixar de pontuar que é notório que nos dias atuais, apenas informações não são suficientes para que se possa deixar de ter um comportamento de risco, tanto em relação a AIDS e DST como de gravidez na adolescência. Pois se apenas informação bastasse, não haveria gravidez precoce, apenas nos casos incluídos no planejamento familiar – algo bastante raro nessa faixa etária -.
     Além de pontuar a desinformação ou má informação dos adolescentes do ensino fundamental, não posso deixar de proferir a grande necessidade de treinamento para os educadores para trabalhar com temas tão importantes. Não basta informar, tem que implicar esses adolescentes nas escolhas que eles devem tomar em suas vidas.
     Talvez, as escolas não se preocupem em investir em temas tão importantes, pois ensinar educação sexual não ajuda a passar no vestibular, mas ajuda a passar para a vida! Vida plena e saudável! Vida com um projeto e planejamento familiar!
     No Rio Grande do Norte o projeto Vale Sonhar do Instituto Kaplan, que trabalha oficinas de prevenção de gravidez na adolescência, está sendo implantado em todas as escolas públicas de nível médio. Um grande projeto que deve ser apoiado por toda sociedade civil,

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sexo depois dos 60

Ainda temos uma cultura muito arraigada de que o namoro e o sexo não são atividades apropriadas para pessoas da terceira idade, o que ainda é algo extremamente preconceituoso e baseado em mitos. Muitos casais acima dos sessenta anos mantêm a relação sexual de forma saudável, salvo em casos onde o estado físico de um ou de ambos os cônjuges impeçam que a relação aconteça.
Um estudo realizado com mais de 3.000 norte americanos, dos 57 aos 85 anos, sobre o comportamento sexual do idoso foi publicado no The New England Journal of Medicine e relata alguns resultados impressionantes. Essa pesquisa caracteriza-se como o maior estudo já realizado sobre o assunto nos Estados Unidos:
- Verificou-se que a maioria dos americanos continua sexualmente ativa aos 60 anos e quase metade continua a ter sexo regularmente depois dos 70.
- Os problemas sexuais mais presentes foram a diminuição de desejo sexual, na mulher, e dificuldades de ereção, no homem.
- Constatou-se que, por diversas razões, as mulheres eram significativamente menos sexualmente ativas que os homens depois dos 57 anos.
- Comparativamente com os homens de idades semelhantes, surgiram mais mulheres sem parceiro e com menos prazer sexual.
- Cerca de 84% dos homens, entre os 57 e os 64 anos, relataram ter tido algum tipo de contacto sexual com outra pessoa, no ano anterior, em comparação com 62% das mulheres na mesma faixa etária. Estes números diminuíram para 38 por cento e 17 por cento, respectivamente, em pessoas de com mais de 75 anos.
- Dos entrevistados com vida sexual ativa, cerca de dois terços referiu ter relações sexuais pelo menos duas vezes por mês aos 70 anos, e mais da metade continuou nesse ritmo aos 80 anos.
- Quase metade das pessoas, sexualmente ativas, relatou pelo menos um problema sexual. Cerca de 43% das mulheres referiu sentir uma diminuição do desejo e 39% com falta de lubrificação vaginal. Nos homens as dificuldades de ereção são as mais presentes com cerca de 37% dos casos. No entanto, apenas cerca de um terço dos homens e um quinto das mulheres, com mais de 50 anos, disse ter falado com o seu médico sobre as suas dificuldades sexuais.
Segundo Robert Butler, presidente do International Longevity Center, em Nova York, “Existe a idéia generalizada de que o sexo, de alguma forma, não ocorre nos últimos anos, e este estudo demonstra claramente que a atividade sexual, na realidade, não diminui assim tanto”.
Os estudos realizados ainda são poucos, contudo mostram um pouco da sexualidade na terceira idade. Sexo faz bem em qualquer idade, desde que seja feito com respeito, carinho e responsabilidade.

domingo, 8 de março de 2015

Que quer uma mulher?

Célebre frase de Freud, na qual ele responde que deixa aos poetas a incumbência de respondê-la, pois apenas os poetas, com suas almas delicadas poderiam um dia, sabe-se lá conseguir responder a esse enigma. O enigma do desejo feminino!

Fantásticas ou simples, enigmáticas ou transparentes, delicadas ou rudes, empresárias ou donas de casa, seja lá qual tipo de mulher, todas elas guardam dentro de si a caixinha mágica do desejo! Umas desejam ter filhos, outras um marido fiel, algumas um marido de posses, mas no fundo no fundo, todas elas desejam realmente serem amadas. Como diria Jacques Alain-Miller - toda mulher, antes de desejar amar, ela deseja ser amada!
Os homens têm muita dificuldade em perceber isso! Um homem que é capaz de querer compreender o desejo oculto na caixinha da mulher amada, conseguirá o amor dessa mulher eternamente!
Mulher é bicho complicado mesmo, passa anos desejando ganhar flores e quando ganha reclama que o buquê é pequeno, ou grande demais, ou tem alergia ou ele poderia ter gastado mais com o presente! Seja lá como for, mesmo que seja uma flor roubada do jardim do vizinho, isso faz diferença... um homem que é capaz de chegar em casa e dizer pra companheira que quando passou por determinado lugar pensou nela, ou quando viu determinado objeto de consumo o fez lembrar do seu gosto peculiar, já ganhou o dia nos pensamentos dessa mulher!
Um homem que pretende conquista uma mulher tem que fazer primeiro com que ela lembre dele em algum momento do dia! E Ela só vai lembrar dele se ele conseguir tocar na caixinha do desejo! Pois um grande homem não é aquele que consegue que várias mulheres se apaixonem por ele ao mesmo tempo, mas aquele que consegue com que uma única mulher se apaixone por ele várias vezes (autor desconhecido)
Um bilhete, uma mensagem, um telefonema carinhoso, um convite inesperado, um jantar no quintal sem os filhos presentes, coisas simples são capazes de mexer com o coração de uma mulher!...
Aos homens deixo o recado de cuidarem bem de seus objetos de desejo femininos, elas podem ser uma tempestade, mas também podem ser neblina! Só precisa saber onde ligar e desligar o botão!
Feliz Dia Internacional da Mulher!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Carícias Anais!

Nosso corpo é repleto de zonas erógenas, que são as partes do corpo que pode nos causar prazer e nos deixar excitados! A região genital principalmente pois é repleta de terminações nervosas. O Anus também é uma zona erógena e em algumas pessoas pode causar muito prazer, basta que seja estimulada!
Sentir prazer na região anal não implica determinar que uma pessoa seja homossexual, pois a forma como se faz sexo não define a homossexualidade, mas sim a escolha objetal, ou seja, o que define se uma pessoa é homossexual é sentir atração e prazer em relacionar-se com pessoas do mesmo sexo e não a relação anal. Amiúde, alguns homossexuais não gostam de ser penetrados, e preferem sexo oral ao sexo anal. Sexo anal é uma opção e não uma condição da homossexualidade!
O que acontece é que nossa sociedade ainda é repleta de mitos, e um deles inclui a vinculação da relação anal com a homossexualidade. Alguns homens chegam inclusive a dizer que se ele tem uma relação com um “gay” mas ele não é penetrado, mas penetra outro homem ,ele não teve uma relação homossexual!!! Faz sentido? Embora ele possa dizer que não é homossexual, mas ele teve uma relação homossexual no sentido estrito do verbo naquele momento!
Se o homem sente prazer na região anal, mas esse prazer é oriundo de carícias vindas de uma mulher então ele é heterossexual. E diga-se de passagem sem preconceitos! Apenas o fato de um homem gostar de carícias anais não é suficiente para definir uma homossexualidade.
Alguns homens inclusive sentem um medo e uma aversão enorme em carícias próximas a região anal, e isso passa muito pelos mitos e preconceitos que cada pessoa leva consigo. As mulheres também sentem o mesmo.
Qualquer parte do nosso corpo pode se tornar uma região erógena, basta que seja estimulada devidamente, o ânus é uma delas! Sentir prazer na região anal é um privilégio que pode ser dado a qualquer um, seja ele homo ou heterossexual, seja homem ou mulher. Todavia, se a única forma de prazer passa a ser restrita a carícia anal, então temos um problema!
Comparo novas experiências sexuais à comida Japonesa, muitas pessoas não gostam quando comem pela primeira vez, precisam provar outras vezes até que lhe seja agradável o sabor. Uma criança precisa provar novas comidas até 08 vezes para que lhe seja agradável o novo sabor. Sexo funciona parecido! A medida que vamos provando novamente, as sensações vão se tornando menos desconfortáveis e passando a ser mais agradáveis, até chegar a ser prazeroso e excitante!
Fazer sexo com prazer e com a pessoa escolhida é maravilhoso. Se permitir a práticas saudáveis, desde que não causa dor nem sofrimento, e que seja feito de forma segura e com prazer tá liberado entre o casal, seja ela como for. Basta se permitir!