sábado, 31 de maio de 2014

Depressão detona a Libido!

     Em postagens anteriores comentamos um pouco sobre o Desejo Sexual Hipoativo, as causas e Hipoativo em decorrência de um estado de depressão. 
     A depressão, em algumas situações é de difícil diagnóstico, tendo em vista suas particularidades. Em alguns casos, nem o sujeito se dá conta de que está com depressão, muito menos quem convive com ele. As mulheres são mais acometidas pela depressão do que os homens. 
     Para cada caso é preciso um diagnóstico diferencial, ou seja, se o Desejo Sexual Hipoativo é em decorrência de causas hormonais ou fisiológicas, ou se é em decorrência de uma suposta depressão, ou em alguns casos, pode ser a junção de todos esses fatores. 
     A depressão causa uma diminuição das atividades habituais, falta de disposição, dores no corpo, sonolência ou distúrbios do sono. De uma maneira geral, quando esses fatores se agregam há uma diminuição também da libido. Se não há desejo em fazer muitas coisas, sexo também é uma delas. 
     A indicação terapêutica é de tratar a depressão e paralelamente agregar técnicas da terapia sexual para que haja um resgate das condições habituais, além de um “up” na vida do casal. 
     Uma observação importante é que, mesmo que a maioria dos remédios anti depressivos, como já foi dito anteriormente, causem uma diminuição da libido, as vezes seu uso é importante para que o sujeito possa sair do estado de depressão inicialmente para que depois da suspensão do uso da medicação o desejo possa ser aumentado.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Desejo Sexual Hipoativo


Popularmente conhecido como frigidez, esse transtorno se encontra em 8,2% das mulheres e em 2,1% dos homens segundo pesquisa de Carmita Abdo.
É caracterizado como ausência persistente ou recorrente de fantasias ou desejo de ter atividade sexual. Vai diminuindo a vontade e pode chegar a um ponto em que quem sofre desse transtorno, quer se esquivar, evitar ou se sente inclusive muito mal e com medo quando o parceiro(a) o(a) procura.
O desejo Sexual Hipoativo pode ser primário, ou seja, quando a relação que o sujeito faz com o sexo sempre encontrou-se de maneira bastante indesejosa, secundária, que é quando o sujeito apresenta pela primeira vez os sintomas. Pode ser generalizado, que é quando está acontecendo sempre, ou situacional que é o desejo baixo em detrimento de um determinado local ou situação.
Mesmo sendo um transtorno mais comum em mulheres, hoje em dia, muitos homens se encontram com baixo desejo e têm se preocupado e buscado mais por tratamento.
Desejo sexual baixo pode ter relação com a produção de hormônios femininos, principalmente quando a mulher se aproxima da menopausa, contudo essa não é a causa mais encontrada como as mulheres se queixam, as causas podem ser as mais diversas: histórico de abuso, violência, monotonia, rotina, estresse, inadequação do casal, ausência de fantasias na relação, repetição das mesmas posições e carícias, mesmo lugar e horário sempre, filhos, trabalho, ausência de saídas para se divertir, quando o casal fica o tempo todo em casa ou com poucas atividades sociais.  As mulheres sofrem mais desse transtorno em detrimento das circunstâncias de repressão as quais as mulheres são submetidas. O parceiro às vezes pode atrapalhar dando poucas possibilidades de diálogo, conversas e trocas de carícias antes da relação. Pois para a mulher, a questão do sexo perpassa a questão do corpo e do hormônio, a mulher é mais romântica, sensitiva, e mais susceptível a que mudanças de humor e comportamento interfiram na atividade sexual
Um acompanhamento com terapeuta sexual é uma boa pedida para diagnosticar onde se encontra o foco da falta de desejo sexual e resgatar junto com o sujeito e com o casal novas maneiras de se descobrirem e de trabalharem suas dificuldades.

Keila Oliveira
Sexóloga
www.sexologia-clinica.com