sábado, 11 de maio de 2013

Palestra Cinquenta tons de Rosa!

Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade, têm como dom encantar os homens e fazê-los se apaixonar!
O mito de Afrodite é usado nesta palestra para introduzir uma reflexão feminina de nosso dom de encantar e seduzir e enveredar pelo tema da baixa auto-estima e sua importância nos vários papéis que a mulher desempenha na modernidade.
Ser mãe, mulher, amiga, profissional, são alguns dos papéis enfrentados por algumas mulheres-guerreiras.
A palestra cinquenta tons de rosa é um momento especial para oferecer as mulheres uma reflexão de vida.


Keila Oliveira
Psicóloga
Sexóloga
Terapeuta Sexual

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Minha esposa é virgem!


Uma frase quase nunca dita, a não ser em consultórios médicos especializados. Muitos casais sofrem com esse problema, mas sofrem sozinhos e com muita angústia, medo e vergonha de compartilharem seu drama com outro alguém. Para o homem, um sentimento de impotência por não conseguir ter uma relação sexual plena com sua parceira. Para a mulher, um sentimento de fracasso e de que não é bastante mulher para seu parceiro!
Esse tipo de transtorno da sexualidade, chamado de vaginismo, hoje não é tão comum quanto a 30 anos atrás, contudo, parece que quanto menos comum, mais estranho parece, principalmente nos dias atuais - onde adolescentes perdem a virgindade aos 14 anos - parece no mínimo jocoso!
          Vaginismo é um espasmo involuntário dos músculos circundantes da entrada da vagina quando ocorre a tentativa de penetração, isso conduz a uma impossibilidade de uma relação sexual intravaginal, podendo produzir inclusive dor durante as tentativas.
          Dentro de um conceito mais amplo, segundo Masters e Johnson, trata-se de uma síndrome psicofisiológica que afeta a liberdade de resposta sexual feminina impedindo severamente, se não totalmente, a prática do coito. Anatomicamente, envolve todos os componentes da musculatura pélvica, afetando o períneo e o terço externo da vagina, em algumas mulheres talvez a sensação não seja apenas na musculatura pélvica, mas envolve também todo o quadril e pernas, quando o medo é tão intenso que ela não consegue relaxar e se abrir para a relação.
          O vaginismo passa a se tornar um problema mais sério quando o casal deseja ter filhos ou quando as crises conjugais já têm grande relação com a disfunção sexual e por causa disso o matrimônio já se torna quase insustentável.
          O vaginismo pode ser primário – que é quando a mulher permanece virgem sem nunca ter conseguido ser penetrada – secundário, é quando a mulher já conseguiu ter uma relação sexual com penetração, no entanto, hoje já não consegue mais em decorrência de alguma infecção que causa dor durante a relação (dispareunia).
          No diagnóstico do vaginismo, não consideramos apenas a impossibilidade da penetração, mas quando da ocorrência desta, a mulher passa por dor, angústia, aversão, nojo e desconforto severo, que é quando o vaginismo vem acompanhado de uma fobia ou aversão sexual.
          Mulheres com vaginismo que sofreram abuso ou violência sexual, seja na infância ou na fase adulta, podem apresentar também o desejo sexual hipoativo.
          Muitos casais não sabem onde procurar ajuda especializada ou acham que o problema pelo qual passam não tem solução. Algumas mulheres não conseguem compartilhar desse sofrimento com o médico ginecologista, outrossim, alguns médicos não têm o manejo adequado para lidar com esse tipo de transtorno, pois tratam o transtorno como se fosse frescura ou chilique da paciente. Isso nem sempre é verdade.
          As principais causas encontradas em mulheres vagínicas são: educação sexual repressora ou inexistente por parte dos pais; forte influencia religiosa de que sexo é sujo e é pecado; desconhecimento do próprio corpo e que causa falsa impressão de vagina estreita ou frágil além de tratar a relação sexual como algo indesejável e desprazeroso; e experiência sexual traumática ou indesejável como violência ou abuso sexual.
Vaginismo tem cura e bom prognóstico quando tratado adequadamente em terapia sexual.
Sobre este artigo, deixamos um espaço para tirar dúvidas, basta enviar e-mail para keila_kaionara@hotmail.com.

Keila Oliveira
Psicóloga – CRP 17/1423
Terapeuta Sexual