quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Perguntas e Respostas ?!

     Diariamente, milhares de pessoas procuram no site do Google respostas para suas dúvidas, algumas delas são direcionadas ao meu blog (www.sexologia-clinica.com). Fiz aqui uma seleção de algumas mais comuns, pois penso que, mesmo sendo perguntas em suma muito simples, muitas pessoas não sabem das respostas e é extremamente importante compartilhar esse conhecimento com o público leigo. É incrível a quantidade de perguntas, e a falta de profissionais disponíveis para respondê-las. .
     A sexualidade ainda é repleta de mitos e de confusões. Creio que responder essas perguntas poderá ajudar a desmistificar muitos desentendidos.

1) Antidepressivos tira a libido?
Não tira, mas diminui bastante. Mas a própria depressão em si também causa. Esse efeito varia de pessoa para pessoa e de medicamento para medicamento. Mas a grande maioria dos antidepressivos e dos psicotrópicos causa esse efeito. Para as pessoas com problemas de baixa de libido que passam por processo depressivo com uso de medicamentos, o problema irá se intensificar. Contudo, é indicado nesses casos, que o paciente não deixe de fazer o tratamento por causa de seu efeito colateral indesejado, pois uma vez tratada à depressão, a tendência é que a libido volte ao seu estado anterior.

2) O uso de preservativo causa disfunção erétil?
Não. O uso de preservativo não tem interferência na ereção. É comum que alguns adolescentes no início de suas atividades sexuais, por não terem prática na colocação da camisinha nem da relação em si, possam ter esse efeito de perder a ereção, mas a perda é mais relacionada à ansiedade e ao nervosismo em si do que propriamente à colocação do preservativo. A dica é que se faça um treininho em casa, antes da hora H para eliminar esse problema.

3) Disfunção erétil pode ser causada por traição?
Muitas mulheres sentem esse receio, acham que se o homem passa a ter dificuldade de ereção é porque o marido não sente mais desejo por ela e acaba não funcionando mais em casa e então deve ter outra. O fato é que não há uma relação direta entre a infidelidade conjugal e a disfunção erétil, inclusive porque há relatos de que em alguns casos, a relação do casal até melhora depois de uma traição. Enfim, são muitas as causas da disfunção erétil, mas a maioria delas está relacionada à má alimentação, sedentarismo, tabagismo, estresse, diabetes, envelhecimento e outros problemas endócrinos ou neurológicos.

4) Camisinha retarda a ejaculação?
Hoje no mercado, existe uma diversidade imensa de camisinhas de todos os tipos, umas com massageadores, outras com cheiro, extra lubrificadas, e umas que informam no rótulo que tem efeito retardador da ejaculação, em sexy shop existem tipos de gels ou pomadas que prometem esse efeito. Alguns homens percebem que o uso da camisinha, quando causam diminuição da sensibilidade, aumenta um pouco o tempo da ejaculação, mas esse efeito, no entanto, não é para todos e sim para uma minoria. Honestamente, nunca ouvi de nenhum paciente meu que o uso desses acessórios tenha ajudado de alguma maneira, inclusive porque a ejaculação precoce é em 99% dos casos de origem emocional. Se você não resolve esse problema, mesmo que alguma coisa tenha um efeito mínimo, não passará de um método paliativo.
Para tirar dúvidas ou deixar sugestões sexologianews@gmail.com.

Keila Oliveira
Psicóloga
Sexóloga
Terapeuta Sexual
www.sexologia-clinica.com

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Como lidar com a ejaculação precoce?

Por Thaís Pontes | Yahoo! Brasilter, 13 de nov de 2012 16:27 BRST

Hoje responderemos uma pergunta delicada de uma leitora:

Estou enfrentando um problema chatinho com o meu namorado. Temos relações sexuais há dois anos e, desde sempre, ele tem ejaculação precoce. A princípio, achei que o problema seria passageiro, mas não foi. A transa dura no máximo 3 minutos. O que podemos fazer para melhorar isso?
L.M., 19 anos.

Foto: iStock

L. M., seu namorado não é o único a enfrentar esse problema. Segundo uma pesquisa feita pelo ProSex, da USP, cerca de 25% dos brasileiros sofrem com ejaculação precoce. Vamos às principais questões que envolvem o assunto:

Continue lendo Aqui

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Perguntas e Respostas II

O trabalho com mulheres têm rendido muitos frutos.
Segue abaixo a segunda parte de "perguntas e respostas"


Um orgasmo Feminino dura em média quanto tempo?

Em média de 02 a 04 segundos. Mas pode variar muito de pessoa para pessoa. Importa mais a intensidade dele e o prazer do ato do que quanto tempo ele dura... você não acha?

É possível sentir orgasmo duas vezes seguidas?
Ao contrário dos homens, que não conseguem ter dois orgasmos em uma ereção. A mulher possui esse privilégio, se ela tiver vontade e disposição, o número pode ser bem maior. Dependerá da propensão de cada uma. Mas a intensidade e a quantidade varia de mulher para mulher. Contudo, preciso adicionar que mulheres que conseguem isso são privilegiadas, pois muitas outras morreriam de inveja desta situação e condição.

Quando a minha menstruação vai embora eu fico com uma sensação como se tudo na minha parte genital estivesse inflamada. É normal? Dói Bastante!
A menstruação causa uma retenção de líquido no abdômen e região pélvica. Em algumas mulheres essa condição pode ser mais intensa do que em outras. Essa retenção de líquido se assemelha ao inchaço e pode ficar dolorido. O recomendado é que essa situação seja verificada com seu ginecologista para que ele possa orientá-la melhor sobre quais procedimentos e técnicas podem ser utilizados para diminuir esses sintomas.

É verdade que o homem sente prazer ao ser tocado na próstata? Por isso são tão propensos a serem homossexuais?
É verdade que é uma região em que algumas pessoas podem sentir muito prazer, mas isso não tem nada a ver com homossexualidade. Sentir prazer em qualquer região do corpo, independente de ser a região anal não é condição de homossexualidade. Homens heterossexuais podem sentir prazer no ânus e continuar sendo heterossexuais do mesmo jeito. O que caracteriza a homossexualidade não é o local onde se sente prazer, mas com quem se sente.

Existe mesmo orgasmo com penetração?
Existe, mas estima-se que 40% das mulheres não consigam sentir orgasmo dessa maneira, apenas por estimulação clitoriana. O exercício de conhecer o próprio corpo pode propiciar que algumas mulheres passem a ter orgasmo dessa maneira.

É possível sentir dor todas as vezes mesmo sendo no mesmo dia? Por que? O que fazer para amenizar?
Dor não é uma condição adequada para que se faça sexo. Se existe dor alguma coisa deve estar errada. O primeiro passo deve ser procurar um ginecologista para fazer uma avaliação.
A dor pode ser causada por diversos fatores, incluindo fatores anatômicos, orgânicos ou emocionais.

O que fazer quando o desejo é muito grande e a mulher quer várias vezes? Tenho medo de ser mal interpretada? Tarada?
Muitas mulheres têm esse receio por medo, culpa ou vergonha. Às vezes perdemos anos de uma vida sexual mais satisfatória pelo simples fato de não perguntarmos para os nossos parceiros ou por não termos tanta intimidade como deveríamos.
Deixamos de expor nossos desejos e vontades que muitas vezes é recíproco do nosso parceiro e não sabemos porque sequer cogitamos falar de assuntos tão íntimos.

Como diminuir a timidez na hora do sexo e como falar a ele o que queremos a mais na hor
a do sexo?
Ter uma vida sexual com mais intimidade e prazer passa por ter mais diálogo, trocar informações sobre o corpo do parceiro e sobre outras questões relacionadas com a vida sexual a dois.
Perguntar ao seu parceiro o que ele acha sobre determinado assunto é uma boa maneira de começar! Dizer o que gosta e o que não gosta na cama não ofende. Ofende a maneira como dizemos. Muitas vezes nem precisamos dizer, basta que levemos o corpo do nosso parceiro para determinada região do nosso. Pegar a mão dele e levar a tocar alguma região do seu corpo. Falar baixinho ao ouvido, etc.

Keila Oliveira
Psicóloga
Sexóloga
Terapeuta Sexual
www.sexologia-clinica.com

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tipos Masculinos

Não existem exatamente tipos específicos, todos nós apresentamos um pouco de cada coisa. Mas existem pessoas que possuem características mais marcantes. Hoje encontramos muitos homens inseguros, mais sensíveis, mas ainda existem os que são mais machistas e conservadores.

Perfeccionista- Aquele que gosta de tudo certinho, cada coisa organizada no seu lugar. Na hora H é capaz de tirar a roupa, primeiro dobrá-la pra só depois ir para o vamos ver. Elabora um cronograma e se der alguma coisa errada ou não sair como previsto é capaz de entrar em colapso.

Tarado - Pensa em sexo toda hora, acorda de madrugada já todo pronto e quer que você siga o ritmo. Alguns ficam esperando a mulher chegar em casa para começar logo as atividades e ainda se irrita se a mulher estiver muito cansada ou não entrar no mesmo pique. O negócio é quantidade, não qualidade.


Devagar- Aquele que parece que só pega no tranco, você passa com a lingerie mais provocante do mundo e ele nem se tocou quais as suas intenções. Quando as tentativas passam a ser mais declaradas possíveis ele ainda pensa que você está brincando e volta a clickar no botão do controle remoto da TV.
Preguiçoso- Tem coisa pra chatear mais uma mulher do que homem que não dá no couro?? Em todos os sentidos. O cara tá desempregado há 2 meses e só vive sentado no sofá assistindo TV, achando maravilhoso receber o seguro desemprego e só pensando em voltar a procurar novo emprego quando o seguro acabar! Você se matando de trabalhar e ele te chamando de chata e estressada.

Machista- Vive te criticando e reclamando por qualquer atitude mais liberal tua. Que acha feio isso ou aquilo. Que mulher nasceu pra isso e homem aquilo. Mas na hora de dividir a conta ele bem que acha bom!

Inseguro- Sabe de muita coisa, tem muito potencial pra conquistar melhores espaços no trabalho, mas na hora de pedir um aumento, tem medo de ser demitido por isso. Pensa que todo mundo sabe mais do que ele e acha que todo mundo ganha mais e tem empregos melhores do que o dele.

Mulherengo- Você morre de amores por ele e como a esperança é a última que morre, sempre acredita que um dia ele vai mudar e você vai ser a única mulher da vida dele. Afinal, ele é uma pessoa ótima, tem muitas qualidades e o seu único defeito é ser raparigueiro.

Ciumento- Esse talvez seja o mais comum e o que se deve ter mais cuidado, pois se o ciúme for muito exagerado a ponto de você não poder olhar do lado e se tornar violento, melhor repensar e ver se o cara vale mesmo a pena!

Homem é como roupa, para cada pessoa tem seu número ideal, escolha aquele que encaixa melhor com seu jeito de ser, sua paciência, tolerância e à medida do seu amor. O importante ao final é ser feliz, amar e ser amada.

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual
www.sexologia-clinica.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ejaculação Rápida

Muitos homens sofrem disso! Estou falando muitos!
Desde a virada do século, essa disfunção tem ganhado cada vez mais campos de pesquisa, incluindo médicos psiquiatras, neurologistas, urologistas, psicólogos e porque não falar da indústria farmacêutica?
Problemas na sexualidade sempre existiram, contudo, quando alguns transtornos e disfunções ganham números expressivos passam a ser alvo de mais e mais pesquisas. Se na mulher, uma das principais queixas é a anorgasmia, seguida do desejo sexual hipoativo. No homem temos em primeiríssimo lugar a ejaculação precoce, seguida da disfunção erétil. Nota-se que as duas podem vir juntas (tanto as citadas para o público feminino, quanto para o público masculino) e aí o problema passa a ser mais grave ainda. Imagina então, quando o casão (o homem e a mulher) sofrem juntos dessas quatro supra citações.
No início da década de 1990, pesquisas no Instituto Paulista de Sexualidade, mostraram um número muito alto de ejaculação precoce (atualmente chamada de Ejaculação rápida – pois o termo ”precoce” é muito relativo – precoce a que?). Avaliaram que 83% dos homens em idade universitária sofriam da disfunção. Os números pareciam tão altos e absurdos que a mídia se negava a divulgá-los. Alguns médicos divulgavam índices em torno de 30 a 45% - mas esses índices eram baseados em casos de consultório (ou seja, tratava-se de um universo específico e não sendo, portanto, utilizado como índice geral).
A dificuldade em controlar a ejaculação não diz respeito a problemas orgânicos e sim emocionais. Em alguns casos raros, 1% em infecções do trato urinário ou diabetes. Embora tenha havido muito esforço da indústria farmacêutica em sanar ou amenizar o problema, pouco se tem descoberto. Em alguns casos, com uso de antidepressivos, se obteve resultados paliativos, o que isso quer dizer? Que para alguns homens, sob uso de psicotrópicos, houve uma diminuição do tempo de ejaculação de 01 para 03 minutos, contudo, com a suspensão do uso, o problema volta a sua estaca zero! Além de pensarmos? O que é 01 ou 02 minutos a mais para se ter um orgasmo?
Não faz muito tempo, para se enquadrar um homem enquanto ejaculador precoce se media em minutos, ou mesmo segundos. Um homem com ejaculação precoce podia ter orgasmos entre 1 ou 2 minutos após a penetração, em casos extremos, 5 a 10 segundos, outros nem sequer chegavam a penetrar e já gozavam!
Hoje não utilizamos mais essa medida temporal para estabelecer a ejaculação precoce enquanto transtorno. O conceito muda e se torna mais subjetivo – “Ejaculador precoce é aquele que não consegue ter o controle do próprio orgasmo!”. Não importa se é 1, 2, 10 ou 20 minutos, importa se foi quando o sujeito assim o desejou! Ficou claro? Por isso o índice é mais alto do que se imagina, pois muitos homens sofrem do problema e não sabem que sofrem.
Suas parcerias se dizem satisfeitas na maioria das vezes, mas no fundo no fundo... como eu já havia falado aqui em um outro artigo intitulado “Orgasmo feminino: elas fingem?”. Elas fingem mesmo, elas não estão tão satisfeitas quanto parecem, e isso se torna apenas perceptível ao longo do tempo, quando elas já apresentam falta de desejo sexual, ou em alguns casos raros, quando elas falam realmente dessa queixa e muitos homens só procuram ajuda realmente quando essa queixa é ouvida.
Os paliativos mais utilizados são: antidepressivos, camisinha com retardador de ejaculação, anel peniano, pensar nas contas que tem que pagar amanhã, passar vários dias sem fazer sexo, se masturbar antes da relação no banheiro.
Nada disso adianta. Como eu já havia dito, mas não custa nada repetir – ejaculação precoce é em 99% dos casos de origem emocional. E ao contrário do que se pensa tratar da ejaculação precoce com terapia sexual, é da ordem dos transtornos sexuais mais simples e de bom prognóstico. Então, pra que ficar sofrendo e se achando o pior homem do mundo se você tem um problema com solução?
E-mail para dúvidas ou sugestões – keila_oliveira@yahoo.com.br

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual
www.sexologia-clinica.com

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A sexualidade faz parte da educação infantil | Destrave

A sexualidade faz parte da educação infantojuvenil


reportagens / Transtornos da sexualidade

Por Alessandra Borges
Produtora Destrave

A infância é um dos períodos em que o desenvolvimento físico e mental da criança tem início. Um exemplo disso é o bebê que, após alguns meses de vida, começa a descobrir as mãozinhas e os dedinhos. Essa fase de grandes descobertas e curiosidades continua durante todo o seu processo de crescimento e aprendizado.
Dentre todos os temas fundamentais na orientação e educação dos filhos está a questão da educação sexual. Um assunto que gera ansiedade, medo, curiosidade e leva a grandes descobertas. Razão pela qual é preciso que os pais saibam a importância do diálogo sobre esse assunto na infância e adolescência de seus filhos.
A sexualidade está intimamente ligada ao prazer do corpo, por isso podemos dizer que apreciar um sorvete, relaxar após uma massagem, desfrutar de um carinho, abraçar ou beijar têm relação com esse tema. Embora para muitos ela [sexualidade] esteja apenas associada única e exclusivamente ao erotismo e à relação sexual em si.
Indiferentemente de ser menino ou menina, a sexualidade está ligada à afetividade e à construção da personalidade humana. Durante a infância, os filhos são educados pelos pais de forma abrangente, por isso é necessário que, desde cedo, a família discuta esse e outros importantes assuntos com eles.
“Usar como recurso filmes para comentar algum assunto ou presentear os filhos com livros sobre o tema são maneiras interessantes quando os pais percebem que está muito difícil se comunicar com eles [filhos] sobre isso”, exemplificou a orientadora.
A psicóloga e educadora sexual Ana Canosa orienta os pais a iniciar, ainda na infância, o diálogo sobre sexualidade com os filhos. O ideal é que a conversa seja ampla e esclareça não só as questões sobre os órgãos reprodutivos do homem e da mulher, como também os cuidados com o próprio corpo, como higiene, os limites do toque, as brincadeiras, entre outros.
“Há muitos momentos adequados para isso acontecer. Desde o momento em que os pais estão dando banho nos filhos e, estes perguntam sobre a diferença dos genitais, até quando estes começam a se automanipular na fase de tirar a fralda ou, mais adiante, quando começam a perguntar diretamente: ‘O que é de menina? Ou ‘O que é de menino?’, ‘De onde vêm os bebês?’”, disse Canosa.
De acordo com a terapeuta, o diálogo é a base de tudo, portanto, ao conversar com uma criança sobre o seu corpo e as dúvidas que vão surgindo, não fique tímido, responda de forma objetiva e com uma linguagem que ela possa entender. Lembrando-se sempre de usar frases curtas e palavras simples para as orientações, pois esta é uma maneira de sociabilizá-las em relação à sexualidade.
“Os pais precisam ensinar seus filhos sobre os limites que devem colocar aos outros durante toda a vida, para que aprendam a preservar seu prazer individual e se defender de abusos físicos ou psicológicos. Quanto menos a família permite que a sexualidade seja um assunto debatido abertamente, mais o script sexual do adolescente estará contaminado pelo medo, pela ignorância, pela culpa ou pelo descuido”, salienta a psicóloga.
Outro ponto importante, ressaltado por essa profissional, é a relevância do diálogo que os genitores devem manter com os filhos durante toda a infância e adolescência, não se restringindo apenas às questões físicas, mas também aos relacionamentos e à realidade do mundo.
Muitos pais costumam enfrentar dificuldades ao dialogar com os filhos. Isso, muitas vezes, é fruto da experiência que eles próprios tiveram ao ser educados. Muitos genitores sentem vergonha de falar sobre sexualidade com os filhos, pois, na adolescência, não tiveram essa conversa com os pais.
“Os pais têm medo de ‘sexualizar’ a criança quando trazem o assunto para dentro de casa e também têm dificuldade de se aproximar do jovem, pois este, na adolescência, tende a se fechar quando o tema é intimidade. Por essa razão, a conversa construída ao longo de toda a vida da pessoa é a melhor opção, por tirar inibições e permitir que a maneira de falar seja boa e eficaz”, destacou a psicóloga.
Oriente, eduque e mantenha sempre uma boa conversa com seus filhos, pois, hoje, eles são educados, mas, no futuro, serão eles os educadores.
Sexualidade X Mídia
Os pais educam os filhos com carinho e sabedoria, mas, muitas vezes, estes valores podem sem descaraterizados pelos meios de comunicação e pelo ambiente em que estes estão inseridos.
Os programas de TV estão, cada vez mais, enaltecendo a sexualidade ao mostrar homens e mulheres seminus. Diante desses exemplos, como os pais devem lidar com a situação e como fica a sexualidade da criança com esses modelos?
A educadora sexual explica que as crianças de hoje vivem numa outra realidade, diferente da vivida pelos pais.
"Os tempos são outros. Se a sociedade está mais erotizada, certamente isso acontece para todos. E as crianças também são afetadas por esse padrão de comportamento: da importância do corpo, da roupa, da atitude sensual”, enfatizou Ana.
A adolescência precoce traz algumas consequências de acordo com essa profissional: “O encurtamento da infância, a contradição entre um corpo que deseja e está em contato com o corpo do outro e a falta de maturidade emocional dos jovens. A maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e à gravidez não planejada, já que os jovens são muito vulneráveis em todos os aspectos. Por outro lado, a consequência positiva é que hoje esse assunto não é mais um tabu”, citou a psicóloga.


Ana Canosa: Psicóloga.Educadora Sexual. Terapeuta Sexual. Diretora-editorada Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Coordenadora da pós-graduação em educação sexual do Centro Universitário Salesiano (UNISAL). www.anacanosa.com.br

Reportagem acessada no site: http://destrave.cancaonova.com/a-sexualidade-faz-parte-da-educacao-infantojuvenil/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Relacionamentos amorosos, intimidade, privacidade e vulnerabilidade social

Palestra no auditódio do Henrique Castriciano - Escola Doméstica, terça-feira, às 14h50m
Participe doando 02 kg de alimento não perecível
Participe também da enquete ao lado!

Keila Oliveira
Psicóloga
Sexóloga
Terapeuta Sexual
www.sexologia-clinica.com

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Antidepressivos e seus efeitos na Sexualidade!

     A indústria farmacêutica tem evoluído bastante e com medicamentos cada vez mais modernos e com efeitos colaterais cada vez menos intensos. E como ela faz parte das nossas vidas em qualquer tipo de situação, seja ela uma lesão, enfermidade, doença ou transtorno, etc. Na sexualidade não é diferente: a indústria farmacêutica está estipulando seu papel, seja ele ajudando, interferindo ou prejudicando a resposta sexual humana em seus diversos âmbitos.
     Muitas pesquisas têm demonstrado os efeitos de antidepressivos na resposta sexual humana, seja ele como efeito principal ou como efeito colateral. O Viagra (sildenafil), por exemplo, foi descoberto por acaso com seu efeito colateral e posteriormente utilizado como remédio específico para disfunção erétil.
     A depressão é um transtorno de humor relativamente comum, sendo duas vezes mais frequente em mulheres. E as disfunções sexuais têm sido encontradas em pacientes com depressão, em torno de 50 a 90% dos casos, esteja esse paciente em tratamento ou não. A disfunção sexual mais comum encontrada em pacientes com depressão é a disfunção do desejo (baixa de desejo sexual), porém outras fases da resposta sexual humana podem ficar comprometidas, como na fase da excitação (ereção e lubrificação) como também na fase orgástica (quando acontece ejaculação retardada ou mesmo ausente).
     Que tipo de efeito será causado no paciente é que é o grande enigma da indústria farmacêutica, pois não tem como prever. Os efeitos colaterais podem ou não aparecer em detrimento de um medicamento ou de outro e essa resposta não pode ser estabelecida a priori.
     Pesquisas mostram que somente 50% dos homens e 75% das mulheres com depressão relatam ter tido atividade sexual no mês precedente, e que mais de 40% dos homens e 50% das mulheres apontaram diminuição do interesse sexual. 50% dos homens e mulheres relataram diminuição da excitação e aproximadamente 20% informaram ter dificuldades em obter orgasmo e ejaculação. É fato que, um paciente com depressão não apresenta boas condições para uma atividade sexual normal nem um desejo sexual ativo.
     É necessária uma avaliação muito minuciosa sobre as condições do paciente antes de se prescrever antidepressivos. Pois a maioria dos médicos não aponta a questão da sexualidade como algo importante a se observar no momento da consulta, e é claro que isso varia de paciente para paciente. Em muitos casos, a sexualidade pode estar sendo causadora ou potencializando o estado depressivo, e é nesse sentido que esse cuidado deve ser maior.
     Um sujeito que passa por dificuldades conjugais ou sexuais e ainda por cima encontra-se com depressão, deve verificar essa queixa junto ao seu médico com muito critério para minimizar os efeitos da depressão e da vida conjugal como um todo. Nesse sentido, é extremamente importante que o tratamento da depressão não se restrinja apenas ao medicamentoso, mas com terapia como coadjuvante ou protagonista do processo.
     Todos os Antidepressivos (ADs) têm efeito colateral negativo sobre a sexualidade, principalmente os de forte efeito serotoninérgico, como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), a clomipramina (ADT) e a maioria dos inibidores de mono amina oxidase (IMAOs). A serotonina funciona predominantemente como inibidora da função sexual e a dopamina como estimulante do comportamento sexual, especialmente aumentando a ereção.
     Antes de se verificar a necessidade de medicação antidepressiva, a depressão em si deve ser bastante investigada, principalmente o relacionamento do casal no dia a dia, enfim, tudo que pode estar relacionado com a sexualidade propriamente dita e qual a interferência disto na depressão, pois não apenas depressão ou antidepressivos causam baixa de desejo, mas todo um conjunto de situações funcionando sinergicamente no desenvolvimento humano.
     Para tirar dúvidas ou deixar sugestões keila_oliveira@yahoo.com.br.

Keila Oliveira
Psicóloga
Sexóloga
Terapeuta Sexual

terça-feira, 3 de julho de 2012

Terapia Sexual - Sexologia Clínica


A Sexualidade é um campo ainda em construção, cheios de tabus e mitos.
Os atendimentos em sexualidade são inúmeros; atendendo desde orientação sexual; dos transtornos leves aos de grande intensidade e que causam bastante sofrimento como:
  • Disfunção erétil;
  • Anorgasmia;
  • Ejaculação Rápida;
  • Baixo desejo sexual ou hipoativo;
  • Alto desejo sexual ou hiperativo;
  • Vaginismo;
  • Dispareunia;
  • Efeitos de abuso sexual na infância e adolescência;
  • Fetiches;
  • Ninfomania;
  • Satiríase;
  • Frotteurismo;
  • Sadismo;
  • Masoquismo;
  • Voyerismo;
  • Exibicionismo;
  • Orientação Sexual a adolescentes;
  • Prevenção de Gravidez na adolescência;
  • Trabalhando o sexo no casamento;
  • Divergências conjugais relacionadas ao sexo e à sexualidade;
  • Terapia de Casal.
Sexóloga Clínica

terça-feira, 26 de junho de 2012

SEXUALIDADE NA GRAVIDEZ - 2° Encontro Virtual Falando de Sexo

2° Encontro Virtual - Tema Sexualidade na Gravidez
Dia 02/07/2012, às 20h00m
 
Tire suas dúvidas, compartilhe suas vivências, troque experiências
Para participar basta acessar um dos canais no horário e data definida
Via Twitter - @keilakoliveira
Skype - kaionara

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dia Internacional da Mulher - Contrate palestras e faça a diferença

Mulher, Mãe e Esposa - O conflito em diferentes papéis!

O tema tenta refletir sobre os conflitos que possam existir entre os três papéis fundamentais para a maioria das mulheres!

  • Mães de primeira viagem e o antigo papel de esposa
  • Conflitos sexuais no matrimônio.
  • Descobertas para uma nova sexualidade plena no velho relacionamento.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

HOJE - Falando de Sexo - Tema Livre

Olá Pessoal!
Boa Noite, em instantes iniciaremos nossa sessão virtual, hoje especialmente com tema livre.
Devido a problemas com o msn - sexologianews@hotmail.com, hoje iremos iniciar com o msn - keila_kaionara@hotmail.com.
Para quem quer participar, favor enviar convite... 
Também pelo skype - kaionara
twitter - keilakoliveira

Até jajá!