sábado, 14 de maio de 2011

União estável para casais homoafetivos


     No dia 15 de julho do ano passado, a argentina aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este país foi o primeiro da América Latina a aprovar lei para tal fim. Semana passada, foi aprovada pelo Supremo Tribunal a lei que aprova a união estável para pessoas do mesmo sexo aqui no Brasil.
     Não faz muito tempo, também o IBGE divulgou os novos dados sobre a população brasileira, no qual apontava que cerca de 60 mil casais brasileiros se declararam homoafetivos no ultimo senso demográfico. É óbvio que o número pode ser bem maior, visto que várias organizações, dentre elas a LGBT andou divulgando que no referido senso, os casais que se encontrassem sob essas condições respondessem que o eram. A campanha não foi tão efetiva, visto que essa informação não chegou a muitas pessoas e inclusive ainda existe muito preconceito.
     Vamos pensar que responder tal pergunta a um estranho que chega em sua casa não parece ser tão difícil quando se mora em uma cidade grande, mas se formos levar em conta os milhares de municípios de pequeno porte e que supondo, todas as pessoas se conhecem, responder a tal pergunta ainda não parece ser tão fácil. Talvez o censo ainda não tenha como prever ou eliminar essas variáveis.
     Com a nova lei, certamente os dados serão mais coerentes, pois se tratará de dados oficiais.
     Temos que pensar que essa é a nova tendência mundial de democracia e igualdade de direitos, não demorará muito e outros países irão aderir às novas abordagens de direitos iguais para todos. Contudo, enquanto uns irão comemorar, outros tantos irão protestar e isso faz parte da livre expressão da ideologia de cada ser. Ninguém é dinheiro para agradar a todos. Sempre haverá quem se oponha e isso, certamente, é maravilhoso. O mundo seria no mínimo entediante se todos fossem iguais e pensássemos num mesmo sentido etiológico, étnico, religioso e cultural. Sem sombra de dúvidas nossa cultura seria muito mais pobre. Então viva as diversidades culturais.
     O contrato de união estável possibilita a comunhão de bens e o acesso a dependentes em planos de saúde. Contudo, a união estável dá aos gays o reconhecimento enquanto casal, em termos de direitos ainda é muito aquém do que preconiza o casamento civil, pois uma vez não sendo reconhecidos como entidade familiar, não autoriza o companheiro a adotar o sobrenome, não podem somar renda para financiamentos, não tem garantia de pensão alimentícia, licença maternidade, licença-luto dentre muitos outros, mas já é uma grande conquista, pois facilita o processo de adoção, visitas em UTI e a possibilidade de decisões caso o companheiro(a) esteja incapacitado de fazê-lo.
     O próximo passo das políticas públicas brasileiras em relação à união ou o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, ou até pela diversidade de relações de gênero, sejam elas lésbicas, gays, travestis, transexuais, drag queens, etc. é sobre o combate à homofobia, tendo em vista todas as nuances que envolvem o não entendimento de questões tão complexas e ainda desconhecidas por grande parte da população. Disto, torna-se claro o sentido do termo PREconceito.

Para tirar dúvidas ou deixar sugestões sexologianews@gmail.com.

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

domingo, 8 de maio de 2011

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O artigo deste Mês vem para dar uma luz aos pais no sentido de ajudar melhor a tratar dos temas da sexualidade infantil!


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