terça-feira, 15 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sem Camisinha não dá!



Esse é o slogan da campanha 2011 do Ministério da Saúde de prevenção as DST, AIDS e hepatites no carnaval. A campanha deste ano tem como foco mobilizar mulheres jovens a incentivar seus parceiros no uso da camisinha. O público alvo maior – mulheres jovens com idade entre 15 e 24 anos – foi escolhido porque nos últimos anos, houve um aumento no número de mulheres desta faixa etária infectadas por HIV/AIDS.
            O Ministério da Saúde verificou que dados epidemiológicos apontam a feminização da epidemia, com maior atenção à faixa etária de 13 a 19 anos, em que existem oito casos em meninos para cada 10 em meninas.
            O assunto é muito sério e temos várias vertentes preocupantes:
A primeira é que as mulheres ainda sentem muita dificuldade para conseguir convencer seu parceiro a usar camisinha, isso se dá também em detrimento do mito que se formou sobre o uso do preservativo em que um deles já virou até jargão “é como chupar bala sem tirar o papel” ou que não tem graça, que é menos prazeroso, etc. Alguns homens inclusive sentem receio em usar a camisinha, principalmente adolescentes, pois ocasionalmente, perdem a ereção ao colocá-la. Esse problema pode ser resolvido facilmente com pequenos treinos em casa, no banheiro.
Aqui vai uma dica muito preciosa pra ajudar as mulheres a convencer os homens do contrário! Proponho que você pegue um lenço, vende o seu parceiro, depois estenda uma das mãos dele, coloque a mão dentro de uma camisinha e faça um joguinho – a dica, além de ser muito boa para apimentar a relação se você for bem criativa, poderá trazer um resultado impressionante – utilizando diversos materiais (lã de algodão umedecida com álcool, uma lixa, uma esponja de aço, as unhas dos dedos, a própria língua, etc.) você passará cada um deles na mão (coberta pela camisinha) e pedirá que ele adivinhe cada objeto. A dica é que você só utilize objetos que possam ser identificados através do tato também sem o uso da camisinha.
Que outro incentivo pode ter para usar a camisinha? Ela aumenta o tempo entre o início da relação e o orgasmo para alguns homens, e isso é uma boa para quem sofre com ejaculação rápida! Hoje no mercado existem muitos tipos bacanas de camisinhas: com retardador de ejaculação; com bolinhas massageadoras que estimulam no orgasmo feminino; com cheiros e cores diferentes; extra lubrificada ou mais fina para mulheres com pele mais sensível, etc. Escolha a que se adéqua melhor ao casal!
O segundo ponto perpassa muito a ordem da fantasia e do mito. Muitas pessoas ainda acreditam que ser contaminado por DST e HIV ainda é algo muito longe e distante, que nunca irá acontecer com elas. Mas poderá.
No Brasil, já foram contabilizados 592.914 casos registrados desde 1980. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença. Vamos observar que esses são dados oficiais, ou seja, os casos registrados, se pensarmos que muita gente anda por aí infectado e infectando os outros sem saber, aí então o número pode ser bem maior!
Entre os anos de 1999 e 2009, o número de casos no nordeste aumentou de 6,4 para 13,9 entre cada 100 mil habitantes. Mais do que o dobro.
Terceiro ponto. Quanto maior o número de parceiros(as), maior é o risco de se contrair a doença. Sem contar que o hábito de usar camisinha, não previne apenas doenças sérias e sem cura, como também previne uma gravidez não planejada.
O quarto e último ponto é mais uma reflexão. Quando você faz sexo sem camisinha, você não está apenas correndo o risco de se contaminar naquela relação, mas o risco é o mesmo se somados todas as outras relações que este parceiro ou parceira também teve sem camisinha! É quase uma roleta russa do sexo! Pense Nisso!
Seja nesse carnaval, ou em qualquer outro dia do ano, “sem camisinha não dá!”

Programa da Pri desta quarta