quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Disfunção Erétil


     Antigamente conhecida como Impotência Sexual. O nome já caiu em desuso, hoje se chama disfunção erétil. O nome impotência não é mais utilizado porque causava muito estigma: “impotente”. O uso do vocábulo “disfunção erétil” remete a um estado temporário e não a um problema permanente. A disfunção pode ter três origens: fisiológica, psicológica ou mista, que é a união das duas anteriores. Estima-se que 25% dos homens sofram com o problema em algum momento da vida. Esse índice aumenta para 46% em homens acima dos 60 anos.
     As causas podem ser diversas, desde insegurança, estresse e problemas financeiros até problemas mais sérios causados pelo tabagismo ou câncer.
     Em geral, a saúde do homem é deixada um pouco de lado quando se compara com os cuidados femininos com a saúde. Os homens sentem mais vergonha em procurar ajuda médica e se preocupam menos logo quando aparecem os primeiros sintomas. Estima-se que os homens demorem pelo menos 07 anos para procurar ajuda médica e especializada, nos casos de problemas relacionados à sexualidade, alguns chegam a sofrer ainda mais demorando mais do que 17 anos para procurar um profissional especializado.
     Não podemos esquecer aquele grande “mito” e “temor” que os homens começam a sentir quando chegam perto dos quarenta anos, que é a idade limite para se procurar um urologista e fazer revisões periódicas da próstata. Um medo exacerbado e sem muito fundamento, pois se trata nada mais, nada menos do que um exame necessário à saúde do aparelho reprodutor masculino. Se formos pensar logicamente: melhor fazer um exame incômodo do que comprometer a saúde de seu grande amigo “falo”!
     A disfunção erétil pode ser situacional ou generalizada, ou seja, ela pode acontecer só em determinadas situações ou com determinadas pessoas, ou generalizada, que é quando ela ocorre em toda e qualquer situação, independente da pessoa. Às vezes o homem consegue ter a ereção, contudo na hora da penetração ele perde a ereção, ou quando coloca o preservativo.   Em adolescentes é mais comum quando coloca o preservativo em detrimento da inexperiência ou falta de controle do próprio corpo.
     É importante verificar os hábitos e a qualidade de vida de quem se apresenta com essa disfunção, pois cigarro, bebidas e drogas influenciam muito na qualidade da relação sexual. Um grande vilão da sexualidade masculina é o cigarro, o uso prolongado e exacerbado ao longo da vida pode causar disfunção erétil irreversível.
     Muitos homens começam a apresentar o problema depois de um grande período de estresse ou depois de uma situação bastante incômoda, seja no ambiente de trabalho ou em casa, contudo o mais comum é que sejam problemas no ambiente laboral.
     É preciso levar em consideração, que problemas dessa ordem, geralmente não são compartilhados com suas companheiras, o que muitas vezes é um equívoco, pois ao contrário do que a maioria dos homens pensa, falar para sua companheira sobre a origem do problema só traz mais cumplicidade como também facilita a resolução do problema. Ao contrário, quando se omite casos como este, corre o risco de que o relacionamento a dois entre em crise, pois a fantasia de traição e de que o companheiro não sente mais desejo acaba tomando conta da situação.
     Um homem saudável pode ter relações sexuais até o fim de sua vida e inclusive pode ter filhos, diferentemente da mulher que em detrimento da menopausa perde a capacidade reprodutiva. Para que isso ocorra, uma vida com hábitos saudáveis, sem consumo exacerbado de álcool e cigarros, bem como um acompanhamento periódico ao urologista, principalmente após os 40 anos é de fundamental importância para que o homem possa ter uma vida sexualmente ativa até o fim de seus dias.
     Fazer uma avaliação da disfunção erétil com urologista e descartar as causas orgânicas, é um dos critérios para se iniciar um tratamento com terapeuta sexual, na grande maioria dos casos podemos perceber bons resultados quando o paciente é envolvido no processo.
     Permita uma vida sexual saudável, procure ajuda especializada logo quando surgir os primeiros sintomas.
     Sobre este artigo, deixamos um espaço para tirar dúvidas, basta enviar e-mail para sexologianews@gmail.com.br

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