segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Falando de Sexo!

Em comemoração aos 02 aninhos do Sexologia Clínica, estamos abrindo um espaço de discussão e diálogos sobre Sexo e Sexualidade;
Inicialmente os encontros serão virtuais e mensais - Aguardem programação temática!

Outro espaço aberto e muito importante são as trocas de experiências - FRUSTRANTES E EXITOSAS
Estou convidando todos aqueles que quiserem falar sobre suas experiências sexuais (sejam elas boas ou ruins) e de como os parceiros contribuíram ou atrapalharam nesse processo! 
Enviem os relatos sobre essas experiências na cama e que vai além dela para : sexologianews@gmail.com

Agradeço a todos pela visita!
Aguardamos os relatos

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

     Em maio desse ano, foi aprovada a lei que legaliza a união estável entre pessoas do mesmo sexo! Para muitos um absurdo e algo digno de ser severamente criticado. Para outros, um avanço na conquista de direitos a serem reconhecidos!
     Essa semana, o Supremo Tribunal de Justiça, reconheceu o casamento entre duas mulheres. Outros tantos casais estão também apelando a instâncias superiores para que o direito do casamento civil seja estendido a pessoas do mesmo sexo.
     Não precisa ir longe para ver que o assunto é longo, as discussões são das mais variadas possíveis. Mas não posso deixar de explanar que penso que essa tendência tende a crescer.
     Parece não ter nada a ver, mas lutas como as das mulheres, dos negros, dos cidadãos honestos contra os corruptos, dos civis contra os ditadores, dos doentes contra o sistema de saúde são todas lutas semelhantes no sentido de reivindicar direitos que lhes são omitidos, tomados ou desleixados.
     Nos Estados Unidos, recentemente saiu uma pesquisa em que relata que os filhos adotivos de casais homoafetivos estarão se tornando adultos pobres, pois quando seus pais morrem, eles não recebem na justiça o direito a heranças do cônjuge do pai ou da mãe adotivos. No Brasil, esperamos que isso não ocorra, pois a união estável homoafetiva já é um avanço neste sentido. Pensamos as coisas para o momento presente, mas não conseguimos ver as conseqüências dos atos no futuro.
     Antes do CID 10 (código internacional de doenças, versão 10), havia um tipo de transtorno que era nomeado como "homossexualismo". No CID 10, ele foi retirado, porque já não era mais considerado transtorno nem doença.
     É incrível como as pessoas ainda hoje tratam a homossexualidade como doença ou algo que se voce tiver contato por muito tempo possa se contaminar! Ou algo que se for estabelecido por lei possa ficar mais fácil de ocorrer! Se esse tipo de raciocínio fosse lógico, o número de usuários de drogas não aumentaria, ou o número de mortes por embriagues depois da lei seca teria acabado!
     Atração por pessoas do mesmo sexo ou sexo opostos não são algo repassados pelo convívio ou por convicção. As religões e os dogmas sim! Preconceitos e machismos sim!
     Parabéns àqueles que acreditam que direitos são para todos e devem ser conquistados, independente de quais forem!
     Esse artigo não é a favor da homossexualidade, mas a favor de que as diferenças sejam defendidas e respeitadas. Espero que meus filhos possam viver em um mundo menos preconceituoso e mais harmônico, com pessoas respeitando as outras, sem distinção de raça, sexo ou religião!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Insatisfação feminina

     Queixas de insatisfação sexual nas mulheres estão se tornando cada vez mais freqüentes nos relatos angustiados do consultório.
     Nos homens, a relação do ponto de vista fisiológico e até da disposição emocional para fazer sexo é algo bem mais simples. Raramente um homem vai dizer “como é que você consegue ter vontade com tanta coisa acontecendo?”. Lugar comum das mulheres.
     Tenho percebido que a diminuição de desejo nas mulheres diminui bastante quando o parceiro tem uma postura repressora, machista e de desqualificação do lugar e da posição da mulher na sociedade, principalmente após anos de relacionamento. Agrega-se à isso a rotina, o cuidado e a preocupação constante com os filhos, etc.. Mesmo que esse parceiro seja alguém que tente demonstrar liberalidade, em algum momento, quando surgem tons repressores e de preconceito, a baixa de desejo aparece comumente nessas mulheres, principalmente se elas, além disso tudo, sofrem com baixa auto estima!
     É óbvio que o parceiro não pode ser responsabilizado plenamente pelo insucesso do prazer feminino, mas em certa medida ele pode ajudá-la. A questão é que os casais parecem não se esforçar muito numa compreensão mútua sobre quais os fatores estão interferindo ou não nesse insucesso.
     Não só isso é claro! Medicações anti depressivas, estresse, jornada dupla de trabalho, medicações para emagrecer, dietas loucas para perder peso.
     Não podemos nos esquecer daqueles filhos (que lá pelos 5, 7 ou até mais anos) ainda não deixaram de dormir no quarto dos pais. Como fica a relação sexual desse casal com um filho dormindo no quarto?? Um verdadeiro fracasso!! Não há um casal sequer que ateste que tem uma relação sexual saudável e freqüente com um filho acompanhando o itinerário amoroso! Qual dos dois está se aproveitando dessa situação para não ter que dar as caras na relação sexual??
     Se a situação descrita acima está acontecendo então é melhor começar a repensar e questionar muitas outras coisas na relação conjugal! Mas é preciso refletir acima de tudo que é um lugar muito impróprio para uma criança ocupar – que é a separação física carnal do casal -.
     Mulheres precisam se conhecer e começar a quebrar muitos tabus e enfrentar muitos preconceitos para se livrarem das culpas que carregam ante uma liberdade sexual que possa lhes causar prazer e satisfação.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Grupos de Terapia Sexual

    A terapia sexual tem como proposta o foco nas questões relativas à sexualidade, tanto no tratamento e acompanhamento de transtornos como de disfunções sexuais.

    A terapia grupal favorece a descoberta e o compartilhamento de questões muitas vezes de difícil expressão, mas de fácil encontro quando postas em grupos.
    Os grupos têm encontros semanais: manhã, tarde e noite, com duração aproximada de uma hora e trinta minutos.

Grupos Masculinos:

Disfunção Erétil
Ejaculação Rápida
Anorgasmia
Desejo Sexual Hipoativo

Grupos Femininos:
Anorgasmia
Vaginismo
Dispareunia
Desejo Sexual Hipoativo
Fobia Sexual
Transtorno de excitação

Reservas e Informações
Contato: 9965-1306

sexologianews@gmail.com
Responsável: Keila Oliveira

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Homofobia e o discurso da verdade!

     Na história das civilizações, tudo que é diferente ou fora da “fôrma” causa opiniões controversas das mais diversas intensidades. Nos grandes nomes da mídia, podemos citar figuras ímpares: Michael Jackson, Madona, Lady Gaga, Emy Winehouse, etc. A lista é enorme dos que causaram impacto ou deu no que falar e ainda causou seguidores ou opositores.
     Na história das civilizações sempre existiu uma classe ou grupo diferenciado e que sofreu das mais diversas formas pressões ou discriminações. Jesus Cristo foi crucificado, Joana D’Arc foi queimada viva e Tiradentes enforcado. Todos viraram heróis anos depois, mas na época, o discurso da verdade e do poder que imperava foi mais forte e conseguiu convencer por argumentos diversos e cessar com aqueles que causavam incômodo aos que detinham mais poder econômico e moral.
     Não existe uma verdade absoluta, segundo Foucault, existem discursos da verdade e em cada uma delas pondera uma linha de raciocínio ou ideologia, muitas vezes destoante umas das outras.
     Vemos hoje na mídia, discursos incessantes e ideológicos contra e a favor da homossexualidade e suas buscas por direitos iguais. Parece-me apenas mais uma briga pelo discurso da verdade. Onde de um lado, líderes religiosos pregam o discurso de que homens e mulheres devem coabitar e copular para a preservação da espécie e do outro líderes políticos e ideológicos rezam pelos direitos iguais aos cidadãos, não importa com quem eles copulem em prol de preservar ou não a espécie ou a moral desta.
     Assim como foram com os escravos - que foram oprimidos, massacrados e exilados de sua terra natal – que conseguiram liberdade à custa de muitas mortes, muito sangue e muitas chicotadas. Assim como também vem sendo com as mulheres e a irrupção do feminino, depois de tanto preconceito, discriminação e jornada dupla de trabalho. Assim como a discriminação contra os soropositivos no início dos anos 80. A discussão contra a homofobia é apenas mais um discurso da verdade que está em ascensão sobre minorias.
     Há dois séculos, os homossexuais foram considerados pela psiquiatria doentes do sexo e loucos. A minoria dos homoafetivos é a mesma minoria das mulheres e dos negros ao longo da história e todo movimento de libertação é um movimento de poder. Talvez, seja muito embrionário o pensamento de que buscar igualdade de direitos não é a única questão, mas tudo que mexe com a ideologia ortodoxa e enraizada que foi construída pela sociedade desde a Idade Média até agora.
     Precisou-se de uma lei contra a discriminação racial e determinar que é crime diferenciar negros de brancos. Precisou da lei Maria da Penha, para firmar que é crime bater em mulheres e tratá-las como se tratavam os escravos (espancando). Agora parece que precisa novamente de outra lei que diga que é crime tratar diferente os que não são diferentes (mais uma vez) porque a diferença desta vez é a condição sexual e afetiva.
    Sugestões e comentários enviar email para sexologianews@gmail.com

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Release sexual de maio


Artigo publicado no jornal Gazeta do Oeste em 27.05.2011

O mês de maio foi recheado de eventos que envolvem a sexualidade. Primeiro, tivemos a lei que a prova a união estável homoafetiva. Segundo, comemoramos (?) o dia do combate à exploração e violência sexual contra crianças e adolescentes. Por ultimo, os jornais não deixam de divulgar as ininterruptas fagulhas soltas no congresso nacional sobre a cartilha contra homofobia.
Os temas estão em plena fervura nos comentários leigos. Mesmo com a nova lei, alguns cartórios ainda se recusam a atestar a união estável homoafetiva o que chega a ser ininteligível – Lei é lei, acabou-se! – num país que vibra a democracia, ou deveria ser a hipocrisia? Porque não mudamos de nome então nosso sistema político social?
            Nosso segundo tema é de causar horror – ou partir o coração! Todos os anos, na semana que reza o 18 de maio, órgãos públicos das diversas esferas políticas promovem campanhas e palestras sobre a temática do abuso e exploração sofridos por crianças e adolescentes e que ao que me parece, andam longe de acabar.
            Recebo – e surpreenda-se caso seja possível, com a frequência que me custa acreditar e chega a me doer – em consultório, crianças, adolescentes, mulheres, homens, que sofreram abuso na infância e em menor número na adolescência. Esses relatos, sempre cheios de dor e sofrimento, de medo, culpa e vergonha, causando, em sua maioria, transtornos muito sérios que se seguem até a vida adulta. Não sei se o mais doloroso é o relato ou o fato de que quando pergunto: O que ocorreu com o abusador? A resposta, invariavelmente é “NADA”.
            Nada sofreu, alguém que causou tanto mau, e que possivelmente multiplica suas ações como uma progressão geométrica. Pois aquele que foi abusado, pode (não em todos os casos) um dia vir a ser um abusador. A relação não é direta, ou seja, não podemos dizer que quem foi abusado vai ser um abusador, mas quando olhamos no histórico do abusador, este, em um número muito grande, já foi abusado também, na infância ou adolescência.
            Seria preciso ações mais enérgicas contra quem comete este tipo de crime. Mas enquanto isso, o excelentíssimo deputado Bolsonaro berra no congresso com a excelentíssima senadora Marinor Brito sobre os efeitos de uma simples cartilha nas escolas. Não que a causa não seja séria, evidente que é, e deve ser estudada, mas fazem tempestade num copo d’água porque a questão está explícita – uma cartilha tem a visão de todos –. Parece que o ditado “o que os olhos não vêem o coração não sente!” faz muito sentido nessa hora. Por que, de fato, ninguém vê quem são os abusadores, pois eles atuam calados e ficam impunes por aqueles que são violentados em sua dignidade. O algoz passa despercebido, enquanto o congresso crê na doce ilusão, de que uma cartilha pode “corromper” e não educar (já que é pra isso que se propõe).
            Precisamos de pessoas mais comprometidas com a causa humana e menos corrompidas por valores hediondos de recriminação e descriminação.
            Os representantes das igrejas, enfurecidos se a causa por aprovada, se esquecem que seus próprios seguidores, cristãos, estão a mercê da providência e do perdão divino, nada mais.
Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

sábado, 14 de maio de 2011

União estável para casais homoafetivos


     No dia 15 de julho do ano passado, a argentina aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este país foi o primeiro da América Latina a aprovar lei para tal fim. Semana passada, foi aprovada pelo Supremo Tribunal a lei que aprova a união estável para pessoas do mesmo sexo aqui no Brasil.
     Não faz muito tempo, também o IBGE divulgou os novos dados sobre a população brasileira, no qual apontava que cerca de 60 mil casais brasileiros se declararam homoafetivos no ultimo senso demográfico. É óbvio que o número pode ser bem maior, visto que várias organizações, dentre elas a LGBT andou divulgando que no referido senso, os casais que se encontrassem sob essas condições respondessem que o eram. A campanha não foi tão efetiva, visto que essa informação não chegou a muitas pessoas e inclusive ainda existe muito preconceito.
     Vamos pensar que responder tal pergunta a um estranho que chega em sua casa não parece ser tão difícil quando se mora em uma cidade grande, mas se formos levar em conta os milhares de municípios de pequeno porte e que supondo, todas as pessoas se conhecem, responder a tal pergunta ainda não parece ser tão fácil. Talvez o censo ainda não tenha como prever ou eliminar essas variáveis.
     Com a nova lei, certamente os dados serão mais coerentes, pois se tratará de dados oficiais.
     Temos que pensar que essa é a nova tendência mundial de democracia e igualdade de direitos, não demorará muito e outros países irão aderir às novas abordagens de direitos iguais para todos. Contudo, enquanto uns irão comemorar, outros tantos irão protestar e isso faz parte da livre expressão da ideologia de cada ser. Ninguém é dinheiro para agradar a todos. Sempre haverá quem se oponha e isso, certamente, é maravilhoso. O mundo seria no mínimo entediante se todos fossem iguais e pensássemos num mesmo sentido etiológico, étnico, religioso e cultural. Sem sombra de dúvidas nossa cultura seria muito mais pobre. Então viva as diversidades culturais.
     O contrato de união estável possibilita a comunhão de bens e o acesso a dependentes em planos de saúde. Contudo, a união estável dá aos gays o reconhecimento enquanto casal, em termos de direitos ainda é muito aquém do que preconiza o casamento civil, pois uma vez não sendo reconhecidos como entidade familiar, não autoriza o companheiro a adotar o sobrenome, não podem somar renda para financiamentos, não tem garantia de pensão alimentícia, licença maternidade, licença-luto dentre muitos outros, mas já é uma grande conquista, pois facilita o processo de adoção, visitas em UTI e a possibilidade de decisões caso o companheiro(a) esteja incapacitado de fazê-lo.
     O próximo passo das políticas públicas brasileiras em relação à união ou o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, ou até pela diversidade de relações de gênero, sejam elas lésbicas, gays, travestis, transexuais, drag queens, etc. é sobre o combate à homofobia, tendo em vista todas as nuances que envolvem o não entendimento de questões tão complexas e ainda desconhecidas por grande parte da população. Disto, torna-se claro o sentido do termo PREconceito.

Para tirar dúvidas ou deixar sugestões sexologianews@gmail.com.

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

domingo, 8 de maio de 2011

www.materna.com.br

O artigo deste Mês vem para dar uma luz aos pais no sentido de ajudar melhor a tratar dos temas da sexualidade infantil!


 Para acessar o artigo clique em  http://materna.uol.com.br/familia/como-os-pais-devem-lidar-com-a-sexualidade-infantil
Ou acesse www.materna.com.br


terça-feira, 5 de abril de 2011

Quem é o Terapeuta Sexual?

No mês de abril, no site Materna, nosso tema é sobre o papel do terapeuta sexual, quando procurar?
Quais as atribuições do Sexólogo?

Para ler o artigo acesse o site do Materna (www.materna.com.br)

terça-feira, 15 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sem Camisinha não dá!



Esse é o slogan da campanha 2011 do Ministério da Saúde de prevenção as DST, AIDS e hepatites no carnaval. A campanha deste ano tem como foco mobilizar mulheres jovens a incentivar seus parceiros no uso da camisinha. O público alvo maior – mulheres jovens com idade entre 15 e 24 anos – foi escolhido porque nos últimos anos, houve um aumento no número de mulheres desta faixa etária infectadas por HIV/AIDS.
            O Ministério da Saúde verificou que dados epidemiológicos apontam a feminização da epidemia, com maior atenção à faixa etária de 13 a 19 anos, em que existem oito casos em meninos para cada 10 em meninas.
            O assunto é muito sério e temos várias vertentes preocupantes:
A primeira é que as mulheres ainda sentem muita dificuldade para conseguir convencer seu parceiro a usar camisinha, isso se dá também em detrimento do mito que se formou sobre o uso do preservativo em que um deles já virou até jargão “é como chupar bala sem tirar o papel” ou que não tem graça, que é menos prazeroso, etc. Alguns homens inclusive sentem receio em usar a camisinha, principalmente adolescentes, pois ocasionalmente, perdem a ereção ao colocá-la. Esse problema pode ser resolvido facilmente com pequenos treinos em casa, no banheiro.
Aqui vai uma dica muito preciosa pra ajudar as mulheres a convencer os homens do contrário! Proponho que você pegue um lenço, vende o seu parceiro, depois estenda uma das mãos dele, coloque a mão dentro de uma camisinha e faça um joguinho – a dica, além de ser muito boa para apimentar a relação se você for bem criativa, poderá trazer um resultado impressionante – utilizando diversos materiais (lã de algodão umedecida com álcool, uma lixa, uma esponja de aço, as unhas dos dedos, a própria língua, etc.) você passará cada um deles na mão (coberta pela camisinha) e pedirá que ele adivinhe cada objeto. A dica é que você só utilize objetos que possam ser identificados através do tato também sem o uso da camisinha.
Que outro incentivo pode ter para usar a camisinha? Ela aumenta o tempo entre o início da relação e o orgasmo para alguns homens, e isso é uma boa para quem sofre com ejaculação rápida! Hoje no mercado existem muitos tipos bacanas de camisinhas: com retardador de ejaculação; com bolinhas massageadoras que estimulam no orgasmo feminino; com cheiros e cores diferentes; extra lubrificada ou mais fina para mulheres com pele mais sensível, etc. Escolha a que se adéqua melhor ao casal!
O segundo ponto perpassa muito a ordem da fantasia e do mito. Muitas pessoas ainda acreditam que ser contaminado por DST e HIV ainda é algo muito longe e distante, que nunca irá acontecer com elas. Mas poderá.
No Brasil, já foram contabilizados 592.914 casos registrados desde 1980. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença. Vamos observar que esses são dados oficiais, ou seja, os casos registrados, se pensarmos que muita gente anda por aí infectado e infectando os outros sem saber, aí então o número pode ser bem maior!
Entre os anos de 1999 e 2009, o número de casos no nordeste aumentou de 6,4 para 13,9 entre cada 100 mil habitantes. Mais do que o dobro.
Terceiro ponto. Quanto maior o número de parceiros(as), maior é o risco de se contrair a doença. Sem contar que o hábito de usar camisinha, não previne apenas doenças sérias e sem cura, como também previne uma gravidez não planejada.
O quarto e último ponto é mais uma reflexão. Quando você faz sexo sem camisinha, você não está apenas correndo o risco de se contaminar naquela relação, mas o risco é o mesmo se somados todas as outras relações que este parceiro ou parceira também teve sem camisinha! É quase uma roleta russa do sexo! Pense Nisso!
Seja nesse carnaval, ou em qualquer outro dia do ano, “sem camisinha não dá!”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Adoção de crianças por casais de Gays e Lésbicas

    Jornal local de Natal-RN procura casais de gays ou lésbicas que tenham conseguido adotar filhos na justiça.
    O jornal busca promover uma matéria informativa sobre o tema.
    Vamos divulgar ações contra o preconceito!
    Interessados podem enviar email para sexologianews@gmail.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Transexualidade: quando mente e corpo não se entendem!


    Artigo re-editado e publicado no Jornal Gazeta do Oeste em 09.01.2011



      A transexual brasileira mais conhecida na atualidade é Roberta Close. Antes chamado de Luiz Roberto Gambine Moreira, teve sua cirurgia de redesignação sexual no final dos anos 80 na Inglaterra, em 1992 começou os pedidos para mudança do nome, que foi autorizado apenas em 2005 para Roberta Gambine Moreira, conhecida artisticamente como Roberta Close. Hoje a mudança do nome é um direito conquistado por todos os transexuais após a cirurgia de redesignação sexual. Na época, Roberta dizia ter nascido hermafrodita, e nada mais justo para superar com menos dificuldade o preconceito, pois para a sociedade da época era "mais fácil" aceitar que um hermafrodita escolheu ser mulher, do que um homem não querer ser mais "homem" e tornar-se mulher.
     Sendo considerado um transtorno de identidade pelo DSM IV, o que caracteriza o transexual é uma diferenciação cerebral, psíquica e social, onde o sexo genital é diferente da percepção que o próprio sujeito tem de si mesmo e do sexo psíquico. Um sentimento de aversão e estranheza em relação com o corpo e o próprio sentir-se! É um verdadeiro drama na identidade, pois pode causar depressão e levar inclusive ao suicídio!
     Temas em Sexualidade são realmente cheios de dúvidas, angústias e questionamentos. A transexualidade realmente causa um sofrimento intenso, pois mente e corpo não se conectam. Transexualidade se difere bastante do travestismo. Na transexualidade o que se tem é um transtorno de identidade de gênero, ou seja, o indivíduo nasce com um sexo biológico, mas sua sensação, percepção é parecida como se tivesse nascido com o sexo biológico não compatível com sua mente, como se tivesse nascido com o sexo trocado. Muitas vezes, na transexualidade há um sentimento de revolta e repulsa com o próprio corpo, diferentemente do travesti, que via de regra se sente bem com o próprio corpo.
     O fato é que hoje os transexuais estão cada vez mais em busca da cirurgia de redesignação. No Brasil podemos citar dois grandes centros capacitados nesse tipo de cirurgia que é o Hospital das Clínicas em São Paulo e o Hospital da Faculdade de Mecidina de São José do Rio Preto - FAMERP. Podemos citar ainda o grupo Sexualidade Vida da USP/CNPq como referência no auxílio para quem busca esse tipo de tratamento!
     Há dez anos foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina a cirurgia de adequação, tanto para transexual masculino como feminino.
     Tendo em vista que é uma cirurgia definitiva, ou seja, uma vez feita a redesignação sexual não há mais volta é preciso todo um acompanhamento para que a cirurgia seja autorizada - no mínimo dois anos de acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico - esse prazo pode estender-se por muito mais tempo, chegando há mais de 5 anos, dependendo do caso.
     O Hospital das Clínicas em São Paulo proporciona a cirurgia paga pelo SUS, contudo a fila de espera é ampla. Já na FAMERP, como se trata de um serviço particular, os procedimentos são menos burocráticos, entretanto isso não implica que a cirurgia seja feita quando o paciente quer, mas sim quando toda a equipe que acompanha o caso assim a autoriza.
     Para quem deseja mais informãções sobre Transexualidade
segue abaixo link para alguns artigos publicados pela SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana)
Site da SBRASH - www.sbrash.org.br

     Sobre este artigo, deixamos um espaço para tirar dúvidas, basta enviar e-mail para sexologianews@gmail.com

domingo, 9 de janeiro de 2011

Orgasmo feminino - Elas fingem?

  Artigo Publicado no Jornal Gazeta do Oeste em 07.01.11 com o título: "Quantas mulheres fingem ter orgasmo?"

  Pelo menos um quarto delas! Especialistas acreditam que pelo menos uma em cada três mulheres sofra de anorgasmia. Esse número, acreditem, pode chegar a 40% das mulheres.
Uma relação sexual tem 04 etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Quando o indivíduo só consegue chegar à excitação - que é a fase na mulher onde há lubrificação e no homem a ereção - e não consegue chegar ao orgasmo e a resolução, a isso se denomina como disfunção sexual, ou pra ser mais clara, ANORGASMIA. No homem o problema é menos comum.
     Grande parte dessas mulheres consegue ter orgasmo apenas por estimulação clitoriana, mas não consegue chegar ao orgasmo na relação com penetração. Dito isto, chegamos a conclusão de que elas mentem mesmo, a não ser que o homem seja muito sensível e perspicaz para perceber que o dito "orgasmo" é história pra boi dormir!. Essa disfunção, tão comum, talvez a mais comum de todas as disfunções nas mulheres dá-se em detrimento de muitos fatores - a maioria psicológicos -. Vivemos numa sociedade que embora, diga-se de passagem, já muito moderna, ainda carrega em seu arcabouço muito da cultura machista e paternalista. As mulheres ainda carregam muito o peso dos cuidados e do ser "recatado". Ainda existe bem claro o que homens e mulheres podem ou não podem fazer, infelizmente digamos que as mulheres ainda podem muito pouco.
     A sensação mais comum que se tem é de que "há algo errado comigo!" Será que eu não vou conseguir nunca? O parceiro reclama e há sentimento de impotência feminina e masculina generalizados.
     Mulheres que nunca sentiram orgasmo: grande parte desse problema é oriundo de uma falta de conhecimento com o próprio corpo! Muitas mulheres sente receio em se tocar, se conhecer, se acariciar e principalmente em se masturbar. 85% das mulheres que não conseguem ter orgasmo no coito, podem chegar a conseguir ter orgasmo por estimulação clitoriana, ou com sexo oral. Isso se deve a muitos fatores. Não faz muito tempo, o sexo era tido prioritariamente como instrumento de reprodução, a mulher projetava seu futuro em torno dos filhos e do marido. Inclusive o sexo para o casal idoso era altamente protestado, tendo em vista que uma vez que já não podiam ter filhos não necessitavam mais fazer sexo, e uma vez o fazendo eram tidos como pervertidos. A masturbação era considerada como um meio de perder a fertilidade, pois ao perder o sêmen o homem ia perdendo a capacidade de reproduzir. Na década de 50 descobriu-se que muitas mulheres também se masturbavam. Era considerada pecado mortal pela igreja católica até 1992, quando o papa decretou ser um pecado menor. Mesmo assim, ainda há muitos mitos e tabus em cima da masturbação!
     Para a sexologia, a masturbação é considerada uma prática saudável e fundamental para um bom conhecimento do próprio corpo, é através dela que muitas mulheres com anorgasmia conseguem ter o primeiro orgasmo, inclusive quando são estimuladas pelo parceiro. O sexo no coito, ou seja, com penetração vaginal ainda é visto por muitas pessoas como sendo a "maneira correta" de se conseguir o orgasmo, contudo isso não passa de mito obtido por muitos casais.
Algumas mulheres demoram de 02 a 04 anos depois de terem a primeira relação até conseguirem chegar ao orgasmo, algumas conseguem primeiramente ter o orgasmo clitoriano. Muitas mulheres conseguem ter orgasmo com a prática do sexo oral.
     Muitos homens gostariam de ter suas parceiras sentindo orgasmo na penetração, mas é preciso ter em mente que muitas mulheres podem não conseguir esse feito ou ter dificuldades até chegar lá A terapia sexual detém técnicas que ajudam o casal ou a mulher a deixar de ter esse tipo de disfunção!
     Sobre este artigo, deixamos um espaço para tirar dúvidas, basta enviar e-mail para sexologianews@gmail.com