terça-feira, 1 de junho de 2010

50 anos da pílula anticoncepcional

     Inventada no início da década 60, a pílula causou grande rebuliço na sociedade e cultura da época. Inicialmente era permitido o uso apenas a mulheres casadas e com o consentimento do marido. Na época, a pílula era feita com altas dosagens de hormônios, cerca de seis vezes mais do que as produzidas hoje, o que causava em algumas mulheres, fortes efeitos colaterais, o que acabava provocando o seu desuso.
     A segunda geração de pílulas surgiu na década de 70 e a terceira geração na década de 90, com bem menos hormônios e proporcionando inclusive outros tratamentos além da contracepção.
     Com o advento da pílula, a mulher passou a poder escolher o momento certo de engravidar, o sexo passou a ser não só instrumento de concepção, mas também de prazer e liberdade sexual. Essa escolha proporcionou a mulher investir nos estudos e na carreira profissional. Hoje temos um aumento considerável de mulheres no mercado de trabalho e não podemos negar o papel fundamental da pílula no planejamento desses papéis.
     Contudo, mesmo com toda a tecnologia na produção das novas pílulas, meios de comunicação e programas de saúde da mulher, muitas mulheres ainda fazem uso errado da pílula, algumas param por um período sem orientação médica e não tomam os cuidados necessários com outros métodos contraceptivos como a camisinha. Pois ainda existe um mito de que se a mulher tomar pílula muitos anos ela terá dificuldade de engravidar e não corre o risco de engravidar assim que pára o uso. A gravidez pode sim, vir após a interrupção do uso, mesmo depois de um período prolongado. Por isso, o melhor procedimento a tomar é sob orientação de um médico ginecologista ou profissional habilitado.
     Parabéns mulheres, por 50 anos de independência e direito ao sexo por prazer!

Nenhum comentário: