quarta-feira, 17 de março de 2010

Educação Sexual nas Escolas

     Já faz parte dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Trabalhar o tema da Sexualidade nas escolas não deve se restringir apenas ao ensino dos métodos anticoncepcionais, DST/AIDS e gravidez, mas também à discussões abertas sobre o que é sexualidade e como exercê-la com saúde.
     Exercer a sexualidade plena e com saúde não significa ter uma vida sexual ativa, amiúde, é preciso pensar no que significa a palavra “sexualidade” tem.
     A sexualidade vai além do ato sexual, ela está expressa em comportamentos, desejos e atitudes, está associada com a orientação sexual adequada e com o próprio corpo em si e principalmente a saber o que quer e deseja. A não se submeter a situações indesejadas por coação ou chantagem, em detrimento de um não amadurecimento em relação aos próprios sentimentos e aos novos relacionamentos.
     A escola ainda não se encontra adequada para uma boa orientação sexual. Os professores, muitas vezes necessitam de orientação especializada para conseguirem dar conta de um trabalho tão complexo e cheios de tabus e preconceitos. Na escola encontramos alguns professores mais abertos para o diálogo com os adolescentes, e esses professores detêm uma melhor capacidade para trabalhar esta temática com os alunos.
     Os pais, na maioria das vezes, também não ajudam muito nesse sentido, pois alguns colocam toda a responsabilidade da orientação sexual dos filhos aos professores, alhures, outros pais, ignoram e contestam rigidamente o papel da escola e das atividades de orientação sexual apontados pelos parâmetros curriculares nacionais.
     É preciso mais discussões a respeito do tema e mais preparo dos professores nessa temática.

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