quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Transexualidade

     A transexual brasileira mais conhecida na atualidade é Roberta Close. Antes chamado de Luiz Roberto Gambine Moreira, teve sua cirurgia de redesignação sexual no final dos anos 80 na Inglaterra, em 1992 começou os pedidos para mudança do nome, que foi autorizado apenas em 2005 para Roberta Gambine Moreira, conhecida artisticamente como Roberta Close. Hoje a mudança do nome é um direito conquistado por todos os transexuais após a cirurgia de redesignação sexual. Na época, Roberta dizia ter nascido hermafrodita, e nada mais justo para superar com menos dificuldade o preconceito, pois para  a sociedade da época era "mais fácil" aceitar que um hermafrodita escolheu ser mulher, do que um homem não querer ser mais "homem" e tornar-se mulher.
     O fato é que hoje os transexuais estão cada vez mais em busca da cirurgia de redesignação. No Brasil podemos citar dois grandes centros capacitados nesse tipo de cirurgia que é o Hospital das Clínicas em São Paulo e o Hospital da Faculdade de Mecidina de São José do Rio Preto - FAMERP. Podemos citar ainda o grupo Sexualidade Vida da USP/CNPq como referência no auxílio para quem busca esse tipo de tratamento!
      Há dez anos foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina a cirurgia de adequação, tanto para transexual masculino como feminino.
     Sendo considerado um transtorno de identidade pelo DSM IV, o que caracteriza o transexual é uma diferenciação cerebral, psíquica e social, onde o sexo genital é diferente da percepção que o próprio sujeito tem de si mesmo e do sexo psíquico. Um sentimento de aversão e estranheza em relação com o corpo e o próprio sentir-se! É um verdadeiro drama na identidade, pois pode causar depressão e levar inclusive ao suicídio!
     Tendo em vista que é uma cirurgia definitiva, ou seja, uma vez feita a redesignação sexual não há mais volta é preciso todo um acompanhamento para que a cirurgia seja autorizada - no mínimo dois anos de acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico - esse prazo pode estender-se por muito mais tempo, chegando há mais de 5 anos, dependendo do caso.
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2 comentários:

Anônimo disse...

É. I'm transexual. Acho complicado tudo isso. Queria ter nascido "normal", igual, comum. Como um rapaz, ou uma mulher. É um saco.

Anônimo disse...

sou um transsexual feminino e entrei com processo para atroca de nome não vejo ahora de receber uma boa noticia de que o juiz aceitou meu pedido, e tem mais sonho que um dia posso operar e poder compartilhar o meu corpo com o meu espirito, pois sei que sou um homem só nasci no corpo errado . Gostari. a de saber se vc possa me ajudar em alguma coisa