quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Beijar na boca não é namorar: ficar!

Hoje em dia, cada vez mais os adolescentes preferem “ficar” e não mais namorar, alguns dizem até “tô pegando”. O Nome é o que menos importa, pois várias são as gírias e neologismos utilizadas para definir esse novo tipo de comportamento adolescente. Diga-se de passagem, tem alguns “coroas” aderindo à moda!
Percebe-se cada vez mais, menos romantismo nas relações afetivo-amorosas. Anda diminuindo em proporções geométricas a conquista, a paquera, o apaixonar-se, enamorar-se como dizem os espanhóis. O namoro é uma fase importantíssima para a adolescência, é através dela que há o ‘treino’ para as relações futuras como noivado e casamento, mesmo que essas fases possam ser com uma mesma pessoa.
O namoro possibilita a troca de informações, diálogos, sentimentos, carícias, confidencialidade, fidelidade, compromisso, enfim... Mas, a onda do ficar anda corrompendo esse laço tão bonito e primordial às relações afetivas.
A era do MM, da mídia e da moda anda influenciando de forma demasiada a forma de pensar e agir não apenas dessa nova geração, mas de várias gerações. Um turbilhão de informações que dizem: curtam, se divirtam, pensem no hoje e no agora. Os meninos sofrem pressão dos colegas para não namorar, as meninas inventam a nova moda de beijar outras meninas, as micaretas são verdadeiras competições de beijos: ganha quem beijar 40 hoje, e aí saem, beijando todos que aparecem na frente, ao final soube-se apenas quantas bocas foram, talvez tenha até repetido de figurinha dentária, mas isso talvez nem tenha dado pra perceber!
Nada contra o ficar, o beijar, mas é preciso começar a pensar como esse comportamento pode influenciar os relacionamentos futuros. Vamos pensar: quando se beija indiscriminadamente várias pessoas durante uma noite, quanto maior for o número, menor a chance de ter tido tempo de perguntar sequer o nome do cidadão ou da cidadã, não houve troca de informações, diálogo, compromisso... O que será que pode ter havido mais além de um beijo? Se pensarmos isso em longo prazo, teremos menos oportunidade de nos relacionar socialmente, culturalmente, continua-se solteiro, sozinho e ainda por cima beijou-se vários estranhos! Perdeu-se a oportunidade de paquerar, apaixonar... Efemeridade pura!. Passa rápido demais e nem terão fotos pra guardar depois, as meninas não terão a oportunidade de colocar naquele velho diário que ficou pra trás há tempos, o que o seu objeto de amor tão desejado lhe disse quando seus olhos se viram pela primeira vez, ou quando se beijaram!
Romantismo exacerbado? Pra os dias de hoje talvez! Mas os casais sofrem cada vez mais disso, pois assim como o beija um, aparece outro na frente - “a fila anda”- e esse jargão nada démodé segue com o passar do tempo. Há imaturidade de sentimentos, destreino, banalização. Como não “treinou-se” o apaixonar, enamorar, namorar, a partir do momento em que esse turbilhão de emoções e sentimentos invade o sujeito, a sensação que se tem é que é o amor da vida finalmente encontrado, a alma gêmea – bi vitelina diga-se de passagem – encontrada?.
Casamentos e re-casamentos, separações e reconciliações, pensa-se “casa-se, se não der certo se separa!” e esse momento de separa-se chega cada vez mais cedo, as pessoas não sabem mais conviver juntas, elas sentem muita dificuldade em dividir uma vida a dois, qualquer empecilho é motivo de pensar que essa pessoa não dá certo e pular pra outra.
Como serão os relacionamentos amorosos e afetivos da geração “to pegando”? Como serão então os casamentos?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Transexualidade

     A transexual brasileira mais conhecida na atualidade é Roberta Close. Antes chamado de Luiz Roberto Gambine Moreira, teve sua cirurgia de redesignação sexual no final dos anos 80 na Inglaterra, em 1992 começou os pedidos para mudança do nome, que foi autorizado apenas em 2005 para Roberta Gambine Moreira, conhecida artisticamente como Roberta Close. Hoje a mudança do nome é um direito conquistado por todos os transexuais após a cirurgia de redesignação sexual. Na época, Roberta dizia ter nascido hermafrodita, e nada mais justo para superar com menos dificuldade o preconceito, pois para  a sociedade da época era "mais fácil" aceitar que um hermafrodita escolheu ser mulher, do que um homem não querer ser mais "homem" e tornar-se mulher.
     O fato é que hoje os transexuais estão cada vez mais em busca da cirurgia de redesignação. No Brasil podemos citar dois grandes centros capacitados nesse tipo de cirurgia que é o Hospital das Clínicas em São Paulo e o Hospital da Faculdade de Mecidina de São José do Rio Preto - FAMERP. Podemos citar ainda o grupo Sexualidade Vida da USP/CNPq como referência no auxílio para quem busca esse tipo de tratamento!
      Há dez anos foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina a cirurgia de adequação, tanto para transexual masculino como feminino.
     Sendo considerado um transtorno de identidade pelo DSM IV, o que caracteriza o transexual é uma diferenciação cerebral, psíquica e social, onde o sexo genital é diferente da percepção que o próprio sujeito tem de si mesmo e do sexo psíquico. Um sentimento de aversão e estranheza em relação com o corpo e o próprio sentir-se! É um verdadeiro drama na identidade, pois pode causar depressão e levar inclusive ao suicídio!
     Tendo em vista que é uma cirurgia definitiva, ou seja, uma vez feita a redesignação sexual não há mais volta é preciso todo um acompanhamento para que a cirurgia seja autorizada - no mínimo dois anos de acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico - esse prazo pode estender-se por muito mais tempo, chegando há mais de 5 anos, dependendo do caso.
     Compartilhe conosco enviando suas dúvidas!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quantas mulheres fingem ter orgasmo?

Pelo menos um terço delas!
Especialistas acreditam que pelo menos uma em cada três mulheres sofra de anorgasmia. Esse número, acreditem, pode chegar a 40% das mulheres
Uma relação sexual tem 04 etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Quando o indivíduo só consegue chegar na excitação - que é a fase na mulher onde há lubrificação e no homem a ereção - e não consegue chegar ao orgasmo e a resolução, a isso denomina-se como disfunção sexual, ou pra ser mais clara, ANORGASMIA
No homem é menos comum
Grande parte dessas mulheres conseguem ter orgasmo apenas por estimulação clitoriana, mas não consegue chegar ao orgasmo na relação com penetração.
Dito isto, chegamos a conclusão de que elas mentem mesmo, a não ser que o homem seja muito sensível e perspicaz para perceber que o dito "orgasmo" é história pra boi dormir!
Essa disfunção, tão comum, talvez a mais comum de todas as disfunções nas mulheres dá-se em detrimento de muitos fatores - a maioria psicológicos -. Vivemos numa sociedade que embora, diga-se de passagem, já muito moderna, mas ainda carrega em seu arcabouço muito da cultura machista e paternalista.
As mulheres ainda carregam muito o peso dos cuidados e do ser "recatado". Ainda existe bem claro o que homens e mulheres podem ou não podem fazer, infelizmente digamos que as mulheres ainda podem muito pouco
Postagem aberta à dúvidas sobre como tratar desta disfunção!

O Silêncio - sobre abuso sexual