quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

01 ano de existência!!

Encerramos o ano, desejando a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo! Agradecendo a todos pelas perguntas, e-mails, dicas, sugestões e informações oferecidas ao longo desse nosso primeiro ano de existência.
Para nós, é uma satisfação tratar de temas tão importantes e ainda pouco divulgados em nossa comunidade.
Meus agradecimentos especiais a Ana Canosa e Sônia Daud, grandes figuras que sempre me incentivaram.
Em especial também a Gilberto de Souza (redator do Jornal Gazeta do Oeste) que me possibilitou semanalmente um espaço para divulgação de artigos sobre a sexualidade. Estou em falta com Você Gilberto, mas na esperança de que em 2011 retornemos nossos trabalhos com todo gás.
Para comemorarmos um ano de existência, estamos de cara nova, mais moderno e elegante.
Feliz Natal e um Feliz Ano Novo.
Que em 2011 possamos abrir as portas para uma sexualidade plena.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Web vira reduto de Orientação Sexual

Artigo Publicado no Jornal Gazeta do Oeste em 27 de outubro de 2010

Com a adesão de muitos jovens, o apoio de especialistas e instituições, a internet está virando palco de orientação sexual, tira dúvidas sobre gravidez, DST e relacionamentos.
Vários institutos, grupos de pesquisas e programas de políticas públicas relacionados à educação e orientação sexual estão utilizando a internet como meio de acesso e divulgação. Além de web sites, está em alta o uso do MSN, Orkut, facebook e twitter.
O uso do MSN possibilita retorno direto de dúvidas e informações entre os adolescentes que sentem dúvidas em relação à sexualidade e os especialistas e estudiosos do assunto. Dentre eles podemos citar o instituto Kaplan, que além do site, disponibiliza email e MSN como porta de acesso para tirar dúvidas, um dos serviços do instituto chama-se S.O.Sex – criado em 1992, tem o objetivo de atender pessoas que buscam esclarecimentos de questões sexuais por meio de atendimento personalizado. O serviço até 2004 era feito apenas por telefone, mas hoje foi expandido através de e-mail e MSN (desde 2008). Os especialistas do instituto afirmam que através da internet fica mais fácil, pois não precisam se identificar e como o atendimento é virtual, os adolescentes ficam menos envergonhados em perguntar sobre questões tão íntimas.
As dúvidas mais comuns que surgem no atendimento virtual são: gravidez; pílula anticoncepcional; relacionamento afetivosexual (namoro, transar ou não, etc); órgãos genitais e seu funcionamento; DST; ciclo menstrual; camisinha; pílula do dia seguinte e cuidados médicos.
O Ministério da Saúde também lançou a comunidade “Atitude contra a AIDS” no Orkut e no Facebook, além do site “Muito Prazer, Sexo sem DST” com dicas de prevenção e de tratamento.
O colégio Bandeirantes em São Paulo também tem um serviço parecido de respostas por e-mail. O projeto é coordenado por Maria Helena Vilela, especialista em Orientação Sexual e diretora do Instituto Kaplan. O serviço é disponibilizado aos alunos do colégio, porém ele se estende aos adolescentes de um modo geral.
Tire suas dúvidas:

No Facebook - Comunidade "Atitude Contra a Aids" bit.ly/hfFrQ
No Orkut - bit.ly/2iaJo
Hotsite muito prazer, sexo sem DST - www.aids.gov.br/muitoprazer
Sexologia Clínica – www.sexologia-clinica.blogspot.com
Sextips do colégio Bandeirantes - www.colband.com.br
Sosex do instituto Kaplan no MSN - sosex@kaplan.org.br / www.kaplan.org.br

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Casamento Gay

Artigo Publicado no Jornal Gazeta do Oeste em 05 de Agosto de 2010

     As diversidades estão em todos os lugares e as escolhas fazem parte delas! Com a parceria conjugal não é diferente disso, muitas vezes trata-se de um processo difícil e complicado, que implica muitas questões afetivas, emocionais, biológicas e sociais. As diferenças de gênero perpassam muitas questões da sexualidade humana, incluindo a orientação afetivo-sexual que não se resume apenas em relacionar-se com pessoas do sexo oposto (homossexualidade), pessoas do mesmo sexo (heterossexualidade), ou com pessoas de ambos os sexos (bissexualidade). As descobertas sobre as orientações afetivo-sexuais se encontram cada vez mais diversificadas. Não podemos mais falar apenas de três tipos de orientação numa sociedade em que estão presentes hermafroditas, travestis, transexuais e etc. Segundo o pesquisador Ronaldo Pamplona podemos citar 11 sexos, que vai desde o homossexual feminino até o hermafrodita, outros pesquisadores chegam a propor que poderiam existir mais do que isso, entre 13 e 18 tipos de relações de gênero, mas essas discussões ainda estão em fase de estudos e pesquisas.
     A homossexualidade durante muitos anos foi denominada de homossexualismo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – o sufixo “ismo” em medicina tem uma conotação patológica, de doença - e a Classificação Internacional de Doenças (CID) retirou da lista de doenças mentais como era classificada anteriormente. Por isso o termo correto agora é homossexualidade e não homossexualismo como ainda é erroneamente utilizado. Homossexualidade não é mais considerada doença, distúrbio nem perversão como se pensava no século passado, estando passíveis de punição os psicólogos que venham a propor qualquer tipo de tratamento que tenha como foco “tratar a homossexualidade”.
     Vimos no último dia 15 de julho, a promulgação pelo Parlamento da Argentina, a aprovação do casamento entre homossexuais e no dia 30 de julho o primeiro casamento gay realizado depois da nova lei. Agora a Argentina passa a ser o primeiro país latino-americano a aprovar o casamento entre homossexuais e o décimo do mundo. Países como África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal e Suécia já haviam aprovado a união.
     No Brasil, os casais homossexuais podem ter acesso, em alguns estados brasileiros ao contrato de união estável, que possibilita a comunhão de bens e o acesso a dependentes em planos de saúde. Contudo, a união estável dá aos gays o reconhecimento enquanto casal, em termos de direitos ainda é muito aquém do que preconiza o casamento civil, pois uma vez não sendo reconhecidos como entidade familiar, não autoriza o companheiro a adotar o sobrenome, não podem somar renda para financiamentos, não tem garantia de pensão alimentícia, licença maternidade, licença-luto dentre muitos outros. Os 10 estados brasileiros em que já se registram união estável entre homossexuais são: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Acre, Piauí, Mato Grosso e Alagoas. Mesmo assim ainda é preciso entrar com processo na justiça para se ter direito a pensão alimentícia e a guarda do filho do parceiro em caso de morte.
     O fato é que ainda existe muito preconceito na nossa sociedade, tanto é que o governo lança freqüentemente campanhas contra a homofobia e cada vez que um projeto de lei a favor do casamento gay chega ao senado, são lançadas campanhas de protesto contra uma votação favorável. Isso se deve também, de certa maneira, a uma falta de conhecimento da população em relação às questões homo-afetivas: o estigma de que um casal deve ser feito de macho e fêmea, homem e mulher! Dessa forma é senso comum achar que um casal gay é formado por um que “faz o papel da mulher e outro que faz o papel do homem”, o que é algo absolutamente equivocado, pois as relações ultrapassam as questões de gênero, elas perpassam o desejo, o sentir-se como e vai além do feminino e do masculino. Um casal de gays ou lésbicas não precisa ser feito com os estereótipos “masculino e feminino”, mas sim de pessoas, que tem o mesmo sexo gonadal e sentem atração uma pela outra!
     Simone de Beauvoir tem uma frase muito conhecida que diz “nascemos machos e fêmeas. Só depois nos tornamos homens e mulheres”. Nossa sociedade está sempre evoluindo em vários aspectos, precisamos evoluir nas questões de identidade de gênero e não permitir que em nosso meio pessoas tenham direitos e deveres diferentes porque não são heterossexuais.

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Disfunção Sexual e a Crise Conjugal

Artigo Publicado no Jornal Gazeta do Oeste em 02.09.2010

Em todos os meios de comunicação, seja ele qual for, vemos com muita freqüência falar das crises conjugais: tem a crise dos dois anos de namoro, dos sete anos de casamento, dos quinze, dos vinte... Tem crise para todos os tipos de relacionamentos e para todas as datas, daqui a pouco vão até inventar uma coleção de crises assim como se comemoram as bodas de papelão, de papel, de prata, e por aí vai! Parece até que elas servem de consolo para justificar a crise atual ou o fio que está se partindo e com ele se parte também a relação. Afinal, não há nada mais confortante do que ter o próprio fracasso amoroso cientificamente embasado! E costuma-se ouvir: rompemos nosso namoro quando a crise dos dois anos chegou! Nosso casamento não resistiu à crise dos sete anos.
Vejamos, os casais se separam o tempo inteiro e cada vez mais, alguns com três meses, outros três anos, os mais persistentes trinta e quase que milagrosamente se chegam aos sessenta anos de matrimônio. O fato é que as separações já se tornam tão comuns e freqüentes que o Judiciário teve que passar grande parte dessa incumbência aos cartórios quando o processo ocorre de forma amigável. O IBGE registrou em 2007 que para cada quatro casamentos feitos, um é desfeito. Hoje em dia, é comum ver pessoas que já passaram por mais de um matrimônio. A que se deve isso?
O jargão de “A fila anda!” caiu no gosto dos cônjuges e tem persistido. O fato é que são inúmeras as razoes para um matrimônio desfeito, mas o que se observa claramente é que temperos fundamentais dessa grande receita conjugal têm faltado como: tolerância, paciência, persistência, abrir mão dos próprios desejos em prol dos desejos do outro, ser mais companheiro, enfim... Esses temperos andam caros e escassos. Os cônjuges já se enlaçam no matrimônio pensando que se não der certo se separarão. Parece que ninguém mais pensa ser “até que a morte nos separe”, mas “até que a próxima crise nos separe”.
Alguns casais apresentam alguns problemas referentes ao sexo, seja por inadequação inerente ao próprio casal, seja pela presença de alguma disfunção sexual de um deles ou de ambos. A disfunção sexual é caracterizada quando há algum transtorno persistente ou recorrente que dificulte ou impeça o ato sexual ou que dificulte ou impeça o objetivo do coito que é o prazer e conseqüentemente o orgasmo. Dentre as disfunções mais comuns temos a anorgasmia (inexistência de orgasmo); desejo sexual hipoativo (conhecida popularmente como frigidez, é uma baixa acentuada do desejo sexual); dispareunia (dor durante a penetração); vaginismo (contração da musculatura da vagina que impede a penetração); disfunção erétil (conhecida popularmente como impotência); e ejaculação rápida (conhecida como ejaculação precoce).
Casais em que um apresenta alguma disfunção ou os dois apresentam algum problema podem sentir mais dificuldade em se manter juntos, pois não sabem como lidar e compartilhar problemas desta ordem. É possível que um homem apresente uma disfunção erétil em decorrência de estresse e cansaço, ou por uma série de problemas no trabalho ou no financeiro e não compartilha dessas adversidades com a esposa, a esposa por sua vez começa a pensar que está sendo traída, que o marido não funciona com ela mas funciona com uma amante fictícia. A esposa pode apresentar problemas de baixa de desejo em decorrência de uma dispareunia causada por fungo ou bactéria não região genital, ao fazer amor, ela sente dor e incômodo e passa a não querer mais transar, o que é uma reação normal: se algo causa dor temos uma tendência natural a evitar o que nos causa dor, daí surge a baixa de desejo. Quando a infecção é tratada a dispareunia tende a desaparecer. A baixa de desejo também pode ser causada por distúrbios hormonais, inclusive na menopausa, bem como pelo uso de alguns medicamentos como antidepressivos, inclusive a depressão por si só já é uma grande vilã do desejo sexual.
Casais que sofrem com algum problema dessa ordem, seja em decorrência de problemas emocionais ou em decorrência de alguma infecção ou problema fisiológico, devem procurar tratamento e saber lidar com uma situação, na maioria das vezes não muito agradável. Ter um marido com problemas de ereção ou uma esposa com problemas de baixa de desejo causa sofrimento e pode minar a relação do casal. Muitos deles rompem depois de uma avalanche de problemas que culmina em uma disfunção! O que muitos têm que ter em mente é que às vezes a disfunção é do casal e não de um dos parceiros. O casal precisa ter noção disso. A disfunção sexual pode não ser a causa, mas a conseqüência de algo que não anda bem, e que o casal por vezes nem se dá conta!

Keila Oliveira
Psicóloga

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

01 Vaga para Terapia Sexual

Em Agosto está disponível 01 vaga para atendimento em Terapia Sexual Em Nartal - RN
A vaga é gratuita para o tratamento dos seguintes tipos de disfunções:

Anorgasmia : Masculina e Feminina - Ausencia recorrente ou persistente de orgasmo na relação sexual.
Desejo Sexual Hipoativo : Masculino e Feminino - Diminuição considerável ou ausência persistente ou recorrente de desejo em iniciar ou manter a relação sexual.
Disfunção Erétil Masculina : Dificuldade em obter ou manter a ereção durante a relação.
Dispareunia: Dor no ato sexual
Vaginismo: Contração involuntária da musculatura vaginal que impede a penetração.
Ejaculação Rápida: Conhecida como ejaculação precoce.
Ejaculação Retardada: Demora excessiva no ato de ejacular. Quando mais intenso pode chegar a uma anorgasmia

Interessados enviar email para keila_oliveira@yahoo.com.br informando nome, telefone, idade e disfunção
Ou ligar para 9965 1306

Keila Oliveira
Psicóloga
Terapeuta Sexual

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CENSO 2010 : ABGLT lança campanha - "IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"


No Censo Demográfico 2010 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contar também casais homossexuais.
Neste sentido, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – estará recomendando a todas as 237 afiliadas que incentive através das Paradas LGBT, das redes sociais da Internet, e em todos os eventos, a divulgação da seguinte frase "IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"

"IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"

Pela primeira vez em todo o Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar casais homossexuais no Censo Demográfico 2010. A proposta do instituto é trazer informações atualizadas de acordo com as mudanças da sociedade brasileira nos últimos anos.
“No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente”, explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.
Só vão ser contabilizados os casais homossexuais que declararem, no questionário de perguntas, que moram no mesmo domicílio em união estável. O IBGE já utilizou questionários com questões sobre a união estável homossexual em alguns municípios, mas esta será a primeira vez que a pesquisa envolve todas as cidades brasileiras.
Mas para o coordenador técnico do censo do IBGE, Marco Antônio Alexandre, a mudança não foi feita com o objetivo de revelar o percentual homossexual da população brasileira, até porque nem todos vivem em união estável.
O Instituto vai visitar 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios. “Quando os(as) recenseadores(as) baterem em sua porta e você for “casado(a)” com uma pessoa do mesmo sexo, diga que é. É importante que nós ativistas e governo tenhamos dados concretos para construirmos políticas públicas”, disse Toni Reis, presidente da ABGLT.
A Contagem da População pelo IBGE em 2007, realizada em cidades pequenas, identificou, pela primeira vez, 17.560 pessoas que declararam ter companheiros do mesmo sexo. Desse total, 9.586 homens se declararam cônjuges de companheiros do mesmo sexo, o mesmo ocorrendo em relação a 7.974 mulheres.

Texto enviado por: Kiko Riaze
http://kikoriaze.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na Internet

A título de esclarecimento:
Ontem ouvi alguem fazer um comentário que é importantíssimo tecer algo a respeito!
Certas mensagens de celular que encaminham vídeos ou mensagens...
Anda passando de celular em celular vídeos de crianças sendo exploradas sexualmente
É importante saber, que quem repassa essas mensagens está cometendo também o crime de pedofilia, de acordo com o ECA, está expondo cenas constrangedoras e de sexo explícito de vulnerável!
Não vamos permitir que isso aconteça: quem receber essas mensagens denuncie e delete do celular, essas crianças não podem estar sendo expostas de maneira tão vil.

Divulgar e propagar videos de pornografia com crianças e adolescentes É PEDOFILIA também.
Delete a mensagem do celular e denuncie quem enviou, só assim se combate esse tipo de crime.


 
A Pedofilia é uma doença e deve ser combatida... Não vendem os olhos, enxergue quando uma criança sofre... Pode ser tão claro... não precisa nem ascender a luz!

Ligue 100 e faça denúncia de Abuso e Exploração Sexual contra criança e o adolescente


Campanha Contra o Abuso e Exploração Sexual

terça-feira, 1 de junho de 2010

50 anos da pílula anticoncepcional

     Inventada no início da década 60, a pílula causou grande rebuliço na sociedade e cultura da época. Inicialmente era permitido o uso apenas a mulheres casadas e com o consentimento do marido. Na época, a pílula era feita com altas dosagens de hormônios, cerca de seis vezes mais do que as produzidas hoje, o que causava em algumas mulheres, fortes efeitos colaterais, o que acabava provocando o seu desuso.
     A segunda geração de pílulas surgiu na década de 70 e a terceira geração na década de 90, com bem menos hormônios e proporcionando inclusive outros tratamentos além da contracepção.
     Com o advento da pílula, a mulher passou a poder escolher o momento certo de engravidar, o sexo passou a ser não só instrumento de concepção, mas também de prazer e liberdade sexual. Essa escolha proporcionou a mulher investir nos estudos e na carreira profissional. Hoje temos um aumento considerável de mulheres no mercado de trabalho e não podemos negar o papel fundamental da pílula no planejamento desses papéis.
     Contudo, mesmo com toda a tecnologia na produção das novas pílulas, meios de comunicação e programas de saúde da mulher, muitas mulheres ainda fazem uso errado da pílula, algumas param por um período sem orientação médica e não tomam os cuidados necessários com outros métodos contraceptivos como a camisinha. Pois ainda existe um mito de que se a mulher tomar pílula muitos anos ela terá dificuldade de engravidar e não corre o risco de engravidar assim que pára o uso. A gravidez pode sim, vir após a interrupção do uso, mesmo depois de um período prolongado. Por isso, o melhor procedimento a tomar é sob orientação de um médico ginecologista ou profissional habilitado.
     Parabéns mulheres, por 50 anos de independência e direito ao sexo por prazer!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Anorgasmia

     A sensação mais comum que se tem é de que há algo errado comigo! Será que eu não vou conseguir nunca? O parceiro reclama e há sentimento de impotência feminina e masculina generalizados.
     Mulheres que nunca sentiram orgasmo: grande parte desse problema é oriundo de uma falta de conhecimento com o próprio corpo! Muitas mulheres sente receio em se tocar, se conhecer, se acariciar e principalmente em se masturbar. 85% das mulheres que não conseguem ter orgasmo no coito, podem chegar a conseguir ter orgasmo por estimulação clitoriana, ou com sexo oral. Isso se deve a muitos fatores. Não faz muito tempo, o sexo era tido prioritariamente como instrumento de reprodução, a mulher projetava seu futuro em torno dos filhos e do marido. Inclusive o sexo para o casal idoso era altamente protestado, tendo em vista que uma vez que já não podiam ter filhos não necessitavam mais fazer sexo, e uma vez o fazendo eram tidos como pervertidos. A masturbação era considerada como um meio de perder a fertilidade, pois ao perder o sêmen o homem ia perdendo a capacidade de reproduzir. Na década de 50 descobriu-se que muitas mulheres também se masturbavam. Considerada pecado mortal pela igreja católica até 1992, quando o papa decretou ser um pecado menor. Mesmo assim, ainda há muitos mitos e tabus em cima da masturbação!
     Para a sexologia, a masturbação é considerada uma prática saudável e fundamental para um bom conhecimento do próprio corpo, é através dela que muitas mulheres com anorgasmia conseguem ter o primeiro orgasmo, inclusive quando são estimuladas pelo parceiro. O sexo no coito, ou seja, com penetração vaginal ainda é visto por muitas pessoas como sendo a “maneira correta”de se conseguir o orgasmo, contudo isso não passa de mito obtido por muitos casais.
     Algumas mulheres demoram de 2 a 4 anos, depois de terem a primeira relação até conseguirem chegar ao orgasmo, algumas conseguem primeiramente ter o orgasmo clitoriano. Muitas mulheres conseguem ter orgasmo com a prática do sexo oral.
     Muitos homens gostariam de ter suas parceiras sentindo orgasmo na penetração, mas é preciso ter em mente que muitas mulheres podem não conseguir esse feito ou ter dificuldades até chegar lá A terapia sexual detém técnicas que ajudam o casal ou a mulher a deixar de ter esse tipo de disfunção!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Educação Sexual nas Escolas

     Já faz parte dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Trabalhar o tema da Sexualidade nas escolas não deve se restringir apenas ao ensino dos métodos anticoncepcionais, DST/AIDS e gravidez, mas também à discussões abertas sobre o que é sexualidade e como exercê-la com saúde.
     Exercer a sexualidade plena e com saúde não significa ter uma vida sexual ativa, amiúde, é preciso pensar no que significa a palavra “sexualidade” tem.
     A sexualidade vai além do ato sexual, ela está expressa em comportamentos, desejos e atitudes, está associada com a orientação sexual adequada e com o próprio corpo em si e principalmente a saber o que quer e deseja. A não se submeter a situações indesejadas por coação ou chantagem, em detrimento de um não amadurecimento em relação aos próprios sentimentos e aos novos relacionamentos.
     A escola ainda não se encontra adequada para uma boa orientação sexual. Os professores, muitas vezes necessitam de orientação especializada para conseguirem dar conta de um trabalho tão complexo e cheios de tabus e preconceitos. Na escola encontramos alguns professores mais abertos para o diálogo com os adolescentes, e esses professores detêm uma melhor capacidade para trabalhar esta temática com os alunos.
     Os pais, na maioria das vezes, também não ajudam muito nesse sentido, pois alguns colocam toda a responsabilidade da orientação sexual dos filhos aos professores, alhures, outros pais, ignoram e contestam rigidamente o papel da escola e das atividades de orientação sexual apontados pelos parâmetros curriculares nacionais.
     É preciso mais discussões a respeito do tema e mais preparo dos professores nessa temática.

Trans

Para quem deseja mais informãções sobre Transexualidade
Segue abaixo link para alguns artigos publicados pela SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana)



Site da SBRASH - www.sbrash.org.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sexualidade durante a gravidez

Gravidez é inevitavelmente um momento de grandes mudanças: mudanças corporais, hormonais, nos planos e metas.
Um casal que engravida pela primeira vez passa por diversos momentos, inicialmente a mulher apresenta enjôos, insegurança, felicidade, tristeza.
No homem, em alguns casos, inicia um misto de sentimentos em relação aquela mulher que antes era sua esposa, e agora passa também a ser mãe! Esse sentimento de maternidade na esposa causa às vezes insegurança e um certo afastamento sexual da esposa!
Paralelamente a isso a mulher, quando percebe esse distanciamento masculino, sente-se insegura e rejeitada.
O casal precisa estar bastante unido e sincronizado nesse objetivo que deve ser em comum: gerar um bebê, ter um filho!
Nos meses finais de gestação a insegurança e o medo em machucar o bebê, além dos incômodos causados pelo tamanho da barriga pode diminuir a atividade sexual do casal, principalmente porque as opiniões médicas em relação a abstinência sexual nas semanas finais de gestação ainda não entram em consenso, alguns médicos apontam a abstinência no ultimo mês de gestação, outros faltando 15 dias, outros com uma semana e alguns não colocam o casal em abstinência!
Após o nascimento do bebê, entra em ação a prolactina, que é o hormônio responsável pela produção de leite. A prolactina causa uma diminuição do desejo sexual na mulher, além do fato de um bebê recém nascido requerer muito cuidado, atenção e tempo da mãe. Todos esses fatores juntos só aumentam a falta de desejo na mulher. É preciso ter em conta ainda que para muitas mulheres, amamentar e cuidar do filho recém nascido é tido como um momento mágico e único na vida de uma mulher, ela quer aproveitar esse momento que sem sentir toma todo o tempo delas. Resta ao pai, companheiro, saber lidar com essa situação e compartilhar com a companheira esse momento mágico, vale frisar que, o homem que sabe tornar-se companheiro da mulher nesse momento será digno de respeito e devoção dessa mulher, quando ela estiver pronta a retomar suas atividades cotidianas!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um PoUcO mAiS sObRe TrAnSeXuAlIdAdE

    Temas em Sexualidade são realmente cheios de dúvidas, angústias e questionamentos.
    A transexualidade realmente causa um sofrimento intenso, mente e corpo não se conectam
    As Leis que regulamentam a cirurgia de transexualidade ainda estão em constante mudança. Anteriormente, exigiam-se no mínimo 02 anos de acompanhamento psicoterápico até que a cirurgia de redesignação sexual fosse autorizada, entretanto o Conselho Federal de Medicina vem propondo alterações.
    O Hospital das Clínicas em São Paulo proporciona a cirurgia paga pelo SUS, contudo a fila de espera é ampla. Já na FAMERP, como se trata de um serviço particular, os procedimentos são menos burocráticos, entretanto isso não implica que a cirurgia seja feita quando o paciente quer, mas sim quando toda a equipe que acompanha o caso assim a autoriza.
    Em Natal, já é possível encontrar alguns transexuais na fila de espera para cirurgia de redesignação sexual. Entretanto é importantíssimo se ter em mente que, a redesignação sexual nunca será exatamente como é no biológico-fenotípico.
    Segue algumas referências que podem ajudar:
    No ultimo link, a referência é Maria Jaqueline Coelho Pinto, quem procura mais informações pode tentar enviar email pra ela. O email está disponível no site
    Para quem procura realmente a cirurgia de redesignação sexual já pode estar procurando acompanhado psicoterápico, não precisa necessariamente ser sexólogo ou terapeuta sexual, pode ser com psicólogo ou psiquiatra. A escolha por um desses profissionais ou especialistas fica a critério do paciente!.
    Ficamos a disposição para responder a mais dúvidas!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Estágio Supervisionado

Em Fevereiro: Últimas vagas para Terapia Sexual - As vagas são destinadas a população com baixa renda familiar e o custo das sessões serão a valor simbólico.
Transtornos que serão acompanhados:
  • Disfunção erétil masculina (conhecido popularmente como impotência sexual)
  • Anorgasmia masculina e feminina (inexistência de orgasmo)
  • Dispareunia (dor excessiva na relação)
  • Vaginismo (contração involuntária da musculatura da vagina que impede a penetração)
  • Ejaculação rápida (conhecida como ejaculação precoce)
  • Ejaculação retardada
  • Desejo sexual hipoativo (conhecida como frigidez, ausência ou baixo desejo sexual)
Os atendimentos estão disponíveis nas cidades de: Natal, Mossoró, Santa Cruz e Umarizal
Interessados ligar para Juliana : 9636-1468

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Beijar na boca não é namorar: ficar!

Hoje em dia, cada vez mais os adolescentes preferem “ficar” e não mais namorar, alguns dizem até “tô pegando”. O Nome é o que menos importa, pois várias são as gírias e neologismos utilizadas para definir esse novo tipo de comportamento adolescente. Diga-se de passagem, tem alguns “coroas” aderindo à moda!
Percebe-se cada vez mais, menos romantismo nas relações afetivo-amorosas. Anda diminuindo em proporções geométricas a conquista, a paquera, o apaixonar-se, enamorar-se como dizem os espanhóis. O namoro é uma fase importantíssima para a adolescência, é através dela que há o ‘treino’ para as relações futuras como noivado e casamento, mesmo que essas fases possam ser com uma mesma pessoa.
O namoro possibilita a troca de informações, diálogos, sentimentos, carícias, confidencialidade, fidelidade, compromisso, enfim... Mas, a onda do ficar anda corrompendo esse laço tão bonito e primordial às relações afetivas.
A era do MM, da mídia e da moda anda influenciando de forma demasiada a forma de pensar e agir não apenas dessa nova geração, mas de várias gerações. Um turbilhão de informações que dizem: curtam, se divirtam, pensem no hoje e no agora. Os meninos sofrem pressão dos colegas para não namorar, as meninas inventam a nova moda de beijar outras meninas, as micaretas são verdadeiras competições de beijos: ganha quem beijar 40 hoje, e aí saem, beijando todos que aparecem na frente, ao final soube-se apenas quantas bocas foram, talvez tenha até repetido de figurinha dentária, mas isso talvez nem tenha dado pra perceber!
Nada contra o ficar, o beijar, mas é preciso começar a pensar como esse comportamento pode influenciar os relacionamentos futuros. Vamos pensar: quando se beija indiscriminadamente várias pessoas durante uma noite, quanto maior for o número, menor a chance de ter tido tempo de perguntar sequer o nome do cidadão ou da cidadã, não houve troca de informações, diálogo, compromisso... O que será que pode ter havido mais além de um beijo? Se pensarmos isso em longo prazo, teremos menos oportunidade de nos relacionar socialmente, culturalmente, continua-se solteiro, sozinho e ainda por cima beijou-se vários estranhos! Perdeu-se a oportunidade de paquerar, apaixonar... Efemeridade pura!. Passa rápido demais e nem terão fotos pra guardar depois, as meninas não terão a oportunidade de colocar naquele velho diário que ficou pra trás há tempos, o que o seu objeto de amor tão desejado lhe disse quando seus olhos se viram pela primeira vez, ou quando se beijaram!
Romantismo exacerbado? Pra os dias de hoje talvez! Mas os casais sofrem cada vez mais disso, pois assim como o beija um, aparece outro na frente - “a fila anda”- e esse jargão nada démodé segue com o passar do tempo. Há imaturidade de sentimentos, destreino, banalização. Como não “treinou-se” o apaixonar, enamorar, namorar, a partir do momento em que esse turbilhão de emoções e sentimentos invade o sujeito, a sensação que se tem é que é o amor da vida finalmente encontrado, a alma gêmea – bi vitelina diga-se de passagem – encontrada?.
Casamentos e re-casamentos, separações e reconciliações, pensa-se “casa-se, se não der certo se separa!” e esse momento de separa-se chega cada vez mais cedo, as pessoas não sabem mais conviver juntas, elas sentem muita dificuldade em dividir uma vida a dois, qualquer empecilho é motivo de pensar que essa pessoa não dá certo e pular pra outra.
Como serão os relacionamentos amorosos e afetivos da geração “to pegando”? Como serão então os casamentos?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Transexualidade

     A transexual brasileira mais conhecida na atualidade é Roberta Close. Antes chamado de Luiz Roberto Gambine Moreira, teve sua cirurgia de redesignação sexual no final dos anos 80 na Inglaterra, em 1992 começou os pedidos para mudança do nome, que foi autorizado apenas em 2005 para Roberta Gambine Moreira, conhecida artisticamente como Roberta Close. Hoje a mudança do nome é um direito conquistado por todos os transexuais após a cirurgia de redesignação sexual. Na época, Roberta dizia ter nascido hermafrodita, e nada mais justo para superar com menos dificuldade o preconceito, pois para  a sociedade da época era "mais fácil" aceitar que um hermafrodita escolheu ser mulher, do que um homem não querer ser mais "homem" e tornar-se mulher.
     O fato é que hoje os transexuais estão cada vez mais em busca da cirurgia de redesignação. No Brasil podemos citar dois grandes centros capacitados nesse tipo de cirurgia que é o Hospital das Clínicas em São Paulo e o Hospital da Faculdade de Mecidina de São José do Rio Preto - FAMERP. Podemos citar ainda o grupo Sexualidade Vida da USP/CNPq como referência no auxílio para quem busca esse tipo de tratamento!
      Há dez anos foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina a cirurgia de adequação, tanto para transexual masculino como feminino.
     Sendo considerado um transtorno de identidade pelo DSM IV, o que caracteriza o transexual é uma diferenciação cerebral, psíquica e social, onde o sexo genital é diferente da percepção que o próprio sujeito tem de si mesmo e do sexo psíquico. Um sentimento de aversão e estranheza em relação com o corpo e o próprio sentir-se! É um verdadeiro drama na identidade, pois pode causar depressão e levar inclusive ao suicídio!
     Tendo em vista que é uma cirurgia definitiva, ou seja, uma vez feita a redesignação sexual não há mais volta é preciso todo um acompanhamento para que a cirurgia seja autorizada - no mínimo dois anos de acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico - esse prazo pode estender-se por muito mais tempo, chegando há mais de 5 anos, dependendo do caso.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quantas mulheres fingem ter orgasmo?

Pelo menos um terço delas!
Especialistas acreditam que pelo menos uma em cada três mulheres sofra de anorgasmia. Esse número, acreditem, pode chegar a 40% das mulheres
Uma relação sexual tem 04 etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Quando o indivíduo só consegue chegar na excitação - que é a fase na mulher onde há lubrificação e no homem a ereção - e não consegue chegar ao orgasmo e a resolução, a isso denomina-se como disfunção sexual, ou pra ser mais clara, ANORGASMIA
No homem é menos comum
Grande parte dessas mulheres conseguem ter orgasmo apenas por estimulação clitoriana, mas não consegue chegar ao orgasmo na relação com penetração.
Dito isto, chegamos a conclusão de que elas mentem mesmo, a não ser que o homem seja muito sensível e perspicaz para perceber que o dito "orgasmo" é história pra boi dormir!
Essa disfunção, tão comum, talvez a mais comum de todas as disfunções nas mulheres dá-se em detrimento de muitos fatores - a maioria psicológicos -. Vivemos numa sociedade que embora, diga-se de passagem, já muito moderna, mas ainda carrega em seu arcabouço muito da cultura machista e paternalista.
As mulheres ainda carregam muito o peso dos cuidados e do ser "recatado". Ainda existe bem claro o que homens e mulheres podem ou não podem fazer, infelizmente digamos que as mulheres ainda podem muito pouco
Postagem aberta à dúvidas sobre como tratar desta disfunção!

Programa da Pri desta quarta