Disfunção Erétil

     Há atualmente uma grande quantidade de homens jovens, sem problemas aparentes de saúde, apresentando queixas dessa ordem, em alguns casos, fazendo inclusive, uso de estimulantes da ereção. Esses casos podem ter uma resposta ao acompanhamento psicológico bastante positiva quando procuram acompanhamento terapeutico. 

  Sempre que nos deparamos com um sintoma e que aparentemente não existem causas que justifiquem essas dificuldades ou impossibilidades nos questionamos o que está acontecendo? e invariavelmente temos dificuldades em encarar que realmente podemos ter um problema ou algo de ordem emocional mais profundo que esteja causando transtornos e sofrimento intenso, principalmente porque a parceria conjugal não consegue compreender e ajudar, tendo em vista que esse tipo de situação gera estresse e insegurança.
    




     Do ponto de vista fisiológico várias são as causas: 

Neurogênicas - lesões neurológicas, centrais ou periféricas correspondem a 20% das causas de disfunção erétil orgânica.
Endocrinogênicas - correspondem a quase 6% das disfunções orgânicas, dentre as mais comuns estão o hipogonadismo hipogonadotrófico, hipogonadismo hipergonadotrófico e a hiperprolactinemia.
Arteriogênica - Está entre as causas mais comuns da disfunção erétil orgânica, seus aspectos podem ser vastos e vão desde lesões nos vasos que irrigam e drenam o pênis até alterações na responsividade farmacológica do tecido cavernoso.

     Do ponto de vista psicológico:

Fatores emocionais aparentes e inconscientes - Situações de estresse, cansaço físico e mental, problemas financeiros e familiares.
Muitos homens se sentem "impotentes" quando passam por problemas no seio familiar - seja ele de ordem financeira, estrutural ou de saúde - em que eles não conseguem resolver aparentemente ou precisam de tempo para organizar a sua estrutura familiar, ainda mais quando eles se sentem plenamente responsáveis e provedores, absorvendo para si toda a culpa ou conseqüência dos fatos.



 Disfunção mista - fatores combinados:

     Em alguns casos uma disfunção erétil orgânica pode acabar gerando também uma disfunção erétil psicogênica, ou mesmo ambas podem estar agindo juntas sem contudo uma ter relação direta com a outra.

     A disfunção erétil pode ser situacional ou generalizada, ou seja, ela pode acontecer só em determinadas situações ou com determinadas pessoas ou generalizada, que é quando ela ocorre em toda e qualquer situação, independente da pessoa. As vezes o homem consegue ter a ereção, contudo na hora da penetração ele perde a ereção, ou quando coloca o preservativo.   Em adolescentes é mais comum quando coloca o preservativo, em detrimento da inexperiência ou falta de controle do próprio corpo.
     É importante verificar os hábitos e a qualidade de vida de quem apresenta-se com essa disfunção, pois cigarro, bebidas e drogas influenciam muito na qualidade da relação sexual. As substâncias químicas do cigarro tem a capacidade de destruir os corpos cavernosos - principal responsável pela ereção -
     O homem pode ter relações sexuais até o fim de sua vida e inclusive pode ter filhos, diferentemente da mulher que em detrimento da menopausa perde a capacidade reprodutiva. 
     À medida que vai envelhecendo o homem vai perdendo gradativamente sua capacidade eretiva. Esse é um processo normal do envelhecimento, por isso envelhecer com saúde e qualidade de vida é importantíssimo para uma boa qualidade na vida sexual na terceira idade.
     Estudos mostram que a capacidade de penetração diminui para 82% em homens entre 30-39 anos e para 21% em homens acima dos 90 anos
     Os homens precisam aprender a cuidar mais da própria saúde e fazer uma avaliação completa quando sofre de Disfunção Erétil, essa avaliação deve passar por especialistas, tanto o urologista quanto um sexólogo ou psicólogo.     


Keila Oliveira

Psicóloga
Sexóloga
Terapeuta Sexual

Após décadas de pesquisas, anticoncepcional masculino não chega às farmácias



Quase 60 anos após o início da comercialização das pílulas anticoncepcionais para mulheres, as pesquisas sobre os métodos de contracepção masculina evoluem, mas sem que produtos destinados aos homens cheguem às farmácias. Um recente estudo renovou as esperanças das mulheres que desejam dividir a tarefa da contracepção com seus parceiros, mas ele foi cancelado devido a efeitos colaterais em alguns voluntários.

Leia mais em:

Orgasmo feminino - Uma conquista


Falar de sexo, mesmo nos dias atuais, ainda é um tema que permeia o preconceito das pessoas em geral, independente de faixa etária, gênero ou classe social. Muitos são os que ainda confundem e pensam que quando se fala em sexo, se fala em pornografia, ou que isso remetesse à vulgaridade. Seja como for, falar da própria sexualidade, do sexo, do desejo e do orgasmo é algo impensável.
            Estima-se que pelo menos 50% dos casais sofrem com questões relacionadas ao sexo! Ter problemas com o sexo é não ter desejo, não ter orgasmo ou se encontrar impossibilitado de ter ou manter o ato sexual.
Falando um pouco da questão do orgasmo, mais precisamente do orgasmo feminino, a maneira como o assunto é tratado não é diferente. Um terço das mulheres não consegue ter orgasmo ou têm dificuldade em alcançá-lo. Muitas delas pensam: “Eu sou a única!”; “Nunca vou conseguir!”; “Meu marido não consegue me dar orgasmos!”. Nesse caso elas acreditam que se não sentem orgasmos é porque os maridos não souberam como fazê-las chegar lá!
            Como se dá o orgasmo então?
            O orgasmo é um dos ciclos da resposta sexual humana, ele vem depois do desejo e da excitação, é o clímax. É uma sensação extremamente agradável e prazerosa, da qual toda mulher deveria ter!
            Por que tantas mulheres não têm orgasmo? Por vários motivos: a) Ainda vivemos em uma sociedade repressora, que considera que as mulheres devem se preservar e que o direito de liberar as energias sexuais ficou apenas para os homens – mas as mulheres também sentem prazer, têm hormônios, têm libido; b) Muitas pessoas, por questões religiosas, consideram a masturbação um pecado; c) Ouvimos falar que nosso prazer depende dos homens – Nosso prazer não depende dos homens e nem está subordinado a eles – As mulheres precisam aprender que cabe à elas esse momento afortunado, mas elas não sabem como! Existem outros motivos e considero que o mais importante de todos é destacar que: d) As mulheres, diferentemente da maioria dos homens, não conhecem o próprio corpo, nunca se masturbaram, ou o fizeram em raras ocasiões; sentem receio, vergonha e medo em tocar o próprio genital.
            Os meninos se masturbam desde cedo, e desde cedo aprendem a ter orgasmos. Essa fase da resposta sexual humana talvez seja a mais simples para eles, depois eles vão se deparar com outras questões sobre sua sexualidade.
As mulheres ainda não conseguiram alcançar essa naturalidade que os homens têm em se masturbar, e talvez nem pense nisso como algo provável e de fundamental importância para que elas tenham o conhecimento do próprio corpo e das sensações que lhes são prazerosas. Elas ainda não entenderam que esse é o caminho de maior sucesso para se conseguir o tão desejado “orgasmo”!
A mulher precisa se tocar, precisa se masturbar para se conhecer e deixar de ter receio com o próprio corpo. Dessa maneira ela vai aprender a sentir prazer e poderá ensinar ou ajudar o seu parceiro a fazê-la sentir. A vagina faz parte do corpo tanto quanto os dentes, o cabelo e as unhas, e por que elas passam horas cuidando disso e não conseguem passar sequer um minuto olhando ou tocando a própria vulva?

Keila Oliveira 
Psicóloga
Sexóloga 
Terapeuta Sexual

08 de Agosto - TRANSpondo o Preconceito - UFRN

Muito importante debater sobre temas tão densos e tão importantes.
A IFMSA Brazil mais uma vez de parabéns por lançar iniciativas de estudos de gênero e cidadania.


Ponto G - Site Dicas de Mulher

Aproveitem a nova matéria sobre o tema que saiu agora e conta com minha colaboração.
Espero que gostem.

Ponto G existe? Sexóloga dá dicas de movimentos e posições para aproveitá-lo

Acredita-se que ele esteja na região próxima da inervação do clitóris e, por isso, seja responsável pelo orgasmo feminino


Veja ela completa no Link - http://www.dicasdemulher.com.br/ponto-g/



Poliamor e as novas formas de não estigmatizar/nomenclaturizar

Feliz Ano Novo a todos!

Começo o ano na tentativa de abordar um tema polêmico. Na verdade, creio ser difícil abranger qualquer tema na ordem da sexualidade sem um "Q" de Polêmica. Sexualidade é um tema sempre difícil, denso e que nos dias atuais cada dia mais surgem nomenclaturas, termos, siglas e tudo que se tenta para encontrar nuances que se enquadrem, diagnostiquem, classifiquem.
Muitas pessoas preferem a não classificação e apontar que o que vale nessa vida é ser feliz.
Tempos atrás a transexualidade estava enquadrada como um transtorno dentro das psicoses. Hoje a prática clínica nos impede desse tipo de diagnóstico, tendo em vista que muitos neuróticos se veêm como transexuais.
As diversidades sexuais são muito mais diversas e numa gama muito maior da que encontramos nos manuais diagnósticos e cada sujeito é único no mundo, independente sobre qual orientação ou sobre qual objeto o seu desejo se orienta.
Em meados de 2015 o site da Uol - Mulher lançou um artigo intitulado  "Conheça homens que transam com homens, mas não se consideram gays". Segue link

Gostaria de abrir diálogos acerca do tema. É um tema denso, complicado, mas cada um guarda dentro de sí um sentimento e um segredo, pois não é a todos que conseguimos falar abertamente sobre o tema. Antropólogos, sociólogos, psicanalistas e pesquisadores apontam o tempo inteiro novas maneiras de pensar e se apontar ao mundo.
O espaço está aberto para comentários, argumentos, desabafos e tudo que possa contribuir para uma construção das novas formas de amor.
Comentários homofóbicos e preconceituosos não serão postados. Este espaço é de construção e não desconstrução, é para contribuir e não denegrir. O mundo já é segregado demais.

Feliz 2016 a todos



Segue abaixo texto da Uol-Mulher do Yannik D'Elboux

  • Conheça homens que transam com homens, mas não se consideram gays
  • Para alguns homens, o desejo por outro homem não muda a orientação sexual
O arco-íris da sexualidade humana tem muito mais do que sete cores. Entre a heterossexualidade e a homossexualidade, existem tantas nuances quanto desejos. No meio desse caminho, estão os HSH (homens que fazem sexo com homens). São homens que gostam de transar com outros, porém não se consideram gays.

"Nunca consegui me imaginar de mãos dadas ou trocando carinhos. Sexo com homem é grosseiro, por isso é só sexo", diz Antônio* (nome fictício), 40, corretor de seguros, que se identifica como hétero. Pai de um menino de cinco anos, ele já foi casado e namora apenas mulheres. "Nunca conseguiria me relacionar afetivamente com um homem, tenho 101% de certeza, curto apenas a putaria na cama", fala, negando qualquer hipótese de que poderia ser um homossexual enrustido.

A ideia de negação da verdadeira orientação sexual sempre surge quando alguém coloca em prática uma fantasia que não corresponde à sexualidade assumida. Porém, para o sociólogo Felipe Padilha, membro do grupo Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), não há essa relação. "O contato erótico entre homens não leva necessariamente a uma identidade."

Para Flávio* (nome fictício), 25, analista de sistemas, tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade estão mais ligadas aos sentimentos por alguém do mesmo sexo. Por essa razão, ele se considera hétero, apesar de transar com homens desde os 15 anos. Flávio tem prazer em ser penetrado, mas, assim como Antônio, não se imagina namorando outro homem. "Meu desejo é apenas para sexo. É só tesão, talvez uma fantasia ou um prazer que a mulher não pode me dar."

Prazer escondido

Nem todos os HSH desfrutam do sexo anal. "Não gosto de ser penetrado, apesar de já ter sido, fico desconfortável, mas curto uma lambida, o que é mais fácil ter entre homens", conta Márcio* (nome fictício), 27, professor de história, que fez sexo com um amigo pela primeira vez há três anos por curiosidade.

Márcio tem uma parceira sexual há quase dois anos e prefere fugir dos rótulos. "Poderia dizer que sou bissexual, mas acho tais nomenclaturas desinteressantes. Minha orientação sexual é a de permitir entrar em contato e experimentar o mundo como aventura."

Muitas vezes, as relações sexuais entre os HSH são mantidas em segredo por causa do preconceito em relação a esse tipo de comportamento. "Diferentemente dos homens, que adoram quando duas mulheres ficam, muitas mulheres não ficariam com um homem que já transou com outro. Acham que o cara é gay e não serve para elas", afirma Flávio, que prefere não contar sobre esse aspecto da sua vida para as namoradas até sentir abertura para isso.

Márcio fala que já revelou para algumas parceiras que sente atração por homens e até participou de uma transa a três com uma namorada. Apesar dos preconceitos, tabus e do machismo, o professor diz acreditar que cada vez mais pessoas estão dispostas a viver os relacionamentos e a sexualidade de outras formas, além dos modelos tradicionais. "Hoje em dia é mais fácil encontrar quem lide bem com essas questões, ainda mais em grupos de poliamor."

Antônio diz que, quando começou a ter experiências com outros homens, chegou a se questionar se era gay. Contudo, percebeu que seu desejo não estava relacionado à sua orientação. Hoje, ele não se preocupa tanto com julgamentos morais. "Sou muito homem no dia a dia, mas se quiser sentir outro pau serei bicha por minutos, horas e depois minha vida volta ao normal, o que importa é o meu prazer."




Ejaculação Rápida

Anteriormente conhecida como ejaculação precoce, essa disfunção é a mais comum entre as disfunções sexuais masculinas, segundo pesquisa feita por Oswaldo Rodrigues em 1991 com estudantes universitários entre 18 e 42 anos, 45% deles responderam impossibilidade de controlar a ejaculação; 83% deles responderam não controlar a ejaculação e ainda, a maioria, 91% tinham com estratégia "compensar" com a segunda ejaculação
Ejaculação rápida pode ser caracterizada como primária e secundária. Primária quando ela sempre existiu na vida sexual do homem, secundária quando ela surgiu após alguns anos de atividade sexual.
Muitos homens demoram anos até procurar ajuda, principalmente se eles não tem uma parceria fixa. Em casos extremos, o homem inclusive evita contato íntimo com uma parceira por mais de uma ou duas vezes, pois o sofrimento e a dor vivenciados acabam por causar um certo afastamento sexual íntimo e duradouro.   
Embora seja uma disfunção muito comum entre os homens, ela causa muito sofrimento, pois mexe com a masculinidade e a virilidade.
Ejaculação precoce tem bom prognóstico, existe tratamento, proporciona uma melhora significativa e em alguns casos, quando o paciente é determinado ela tem sua remissão total. O índice de sucesso é muito significativo, no entanto muitas pessoas desistem em detrimento de vários fatores, inclusive da própria ansiedade na qual vivemos na qual todo mundo quer resultados rápidos e medicamentosos... Mexer com questões psicológicas na maioria das vezes requer determinação e paciência, mas os frutos em geral são muito bons... 
Segundo ainda Oswaldo Rodrigues, o tempo médio para procurar tratamento para quem tem ejaculação rápida primária é de 17 anos, e para quem tem ejaculação rápida secundária é de 4 anos.
Para a sexologia, o diagnóstico não se dá em relação ao tempo, mas na capacidade que o homem tem de conseguir ou não o controle ejaculatório, o que não é uma atividade muito fácil, principalmente para adolescentes. Na nossa cultura, estabeleceu-se uma relação direta entre ‘orgasmo x ejaculação’ Em alguns casos, a ejaculação não está associada ao orgasmo, muitos homens não conseguem ter o senso dessas duas coisas distintas, contudo, em alguns casos a ejaculação precoce não vem seguida do orgasmo
Ansiedade, inexperiência, estresse diário, superestimulação, dentre outros são os fatores mais comuns que predispõe a ejaculação rápida.

Vaginismo / Dispareunia

Ser mulher embora pareça, não é uma tarefa fácil. As dificuldades do dia a dia, as relações com os parceiros e os papéis sociais muitas vezes são difíceis de conciliar. Embora muitas vezes pareça fácil, as relações paternas e maternas podem causar consequências para o cotidiano de formas variadas e inúmeras vezes não sem consequências para os conflitos diários nos quais muitas mulheres se deparam.
Ter uma vida sexual saudável, embora possa parecer "fichinha", muitas vezes pode se tornar algo de uma complexidade inigualável quando as coisas não caminham como manda o figurino. Algumas disfunções femininas embora de ordem pouco frequente podem causar estranheza em alguns casais como a Dispareunia e o vaginismo.
Dispareunia é caracterizado como dor durante a relação sexual. Uma das causas dessa dor pode advir de infecção por fungos ou bactérias na região genital, ou ainda por alguma má formação congênita.
A dispareunia, dentre outras coisas pode causar ainda o aparecimento de uma disfunção mais grave com o Vaginismo – que é quando a musculatura da vagina se contrai involuntariamente impedindo a penetração durante a relação sexual.
Em alguns casos, a mulher consegue ter prazer e até mesmo chegar ao orgasmo com outras formas de estimulação clitoriana, outras mulheres podem sentir tanto medo e receio que sequer conseguem se sentir bem durante a relação, causando uma aversão sexual.
O vaginismo pode ser primário – que é quando a mulher permanece virgem sem nunca ter conseguido deixar ser penetrada – secundário, é quando a mulher já conseguiu ter uma relação sexual com penetração, mas no entanto, hoje já não consegue mais, em alguns casos o vaginismo e a dispareunia se dá após algum evento traumático como uma violência, abuso sexual ou até mesmo um estupro!
Ter uma parceria que não estimula o namoro e as preliminares ou jogos sexuais antes da relação propriamente dita dificulta na resolução do problema.
Estima-se que 5% das mulheres sofram desse mal em algum período de suas vidas, principalmente quando se trata da primeira relação!
O vaginismo em um grau elevado dificilmente se resolve sem ajuda terapêutica. Terapias alternativas podem ser coadjuvantes no processo como fisioterapia pélvica e acupuntura.
É importante as mulheres não relegarem ou negligenciarem sua vida sexual à outras atividades.

Disfunção Erétil


     Antigamente conhecida como Impotência Sexual. O nome já caiu em desuso, hoje se chama disfunção erétil. O nome impotência não é mais utilizado porque causava muito estigma: “impotente”. O uso do vocábulo “disfunção erétil” remete a um estado temporário e não a um problema permanente. A disfunção pode ter três origens: fisiológica, psicológica ou mista, que é a união das duas anteriores. Estima-se que 25% dos homens sofram com o problema em algum momento da vida. Esse índice aumenta para 46% em homens acima dos 60 anos.
     As causas podem ser diversas, desde insegurança, estresse e problemas financeiros até problemas mais sérios causados pelo tabagismo ou câncer.
     Em geral, a saúde do homem é deixada um pouco de lado quando se compara com os cuidados femininos com a saúde. Os homens sentem mais vergonha em procurar ajuda médica e se preocupam menos logo quando aparecem os primeiros sintomas. Estima-se que os homens demorem pelo menos 07 anos para procurar ajuda médica e especializada, nos casos de problemas relacionados à sexualidade, alguns chegam a sofrer ainda mais demorando mais do que 17 anos para procurar um profissional especializado.
     Não podemos esquecer aquele grande “mito” e “temor” que os homens começam a sentir quando chegam perto dos quarenta anos, que é a idade limite para se procurar um urologista e fazer revisões periódicas da próstata. Um medo exacerbado e sem muito fundamento, pois se trata nada mais, nada menos do que um exame necessário à saúde do aparelho reprodutor masculino. Se formos pensar logicamente: melhor fazer um exame incômodo do que comprometer a saúde de seu grande amigo “falo”!
     A disfunção erétil pode ser situacional ou generalizada, ou seja, ela pode acontecer só em determinadas situações ou com determinadas pessoas, ou generalizada, que é quando ela ocorre em toda e qualquer situação, independente da pessoa. Às vezes o homem consegue ter a ereção, contudo na hora da penetração ele perde a ereção, ou quando coloca o preservativo.   Em adolescentes é mais comum quando coloca o preservativo em detrimento da inexperiência ou falta de controle do próprio corpo.
     É importante verificar os hábitos e a qualidade de vida de quem se apresenta com essa disfunção, pois cigarro, bebidas e drogas influenciam muito na qualidade da relação sexual. Um grande vilão da sexualidade masculina é o cigarro, o uso prolongado e exacerbado ao longo da vida pode causar disfunção erétil irreversível.
     Muitos homens começam a apresentar o problema depois de um grande período de estresse ou depois de uma situação bastante incômoda, seja no ambiente de trabalho ou em casa, contudo o mais comum é que sejam problemas no ambiente laboral.
     É preciso levar em consideração, que problemas dessa ordem, geralmente não são compartilhados com suas companheiras, o que muitas vezes é um equívoco, pois ao contrário do que a maioria dos homens pensa, falar para sua companheira sobre a origem do problema só traz mais cumplicidade como também facilita a resolução do problema. Ao contrário, quando se omite casos como este, corre o risco de que o relacionamento a dois entre em crise, pois a fantasia de traição e de que o companheiro não sente mais desejo acaba tomando conta da situação.
     Um homem saudável pode ter relações sexuais até o fim de sua vida e inclusive pode ter filhos, diferentemente da mulher que em detrimento da menopausa perde a capacidade reprodutiva. Para que isso ocorra, uma vida com hábitos saudáveis, sem consumo exacerbado de álcool e cigarros, bem como um acompanhamento periódico ao urologista, principalmente após os 40 anos é de fundamental importância para que o homem possa ter uma vida sexualmente ativa até o fim de seus dias.
     Fazer uma avaliação da disfunção erétil com urologista e descartar as causas orgânicas, é um dos critérios para se iniciar um tratamento com terapeuta sexual, na grande maioria dos casos podemos perceber bons resultados quando o paciente é envolvido no processo.
     Permita uma vida sexual saudável, procure ajuda especializada logo quando surgir os primeiros sintomas.
     Sobre este artigo, deixamos um espaço para tirar dúvidas, basta enviar e-mail para sexologianews@gmail.com.br

TV Assembleia - Contraceptivos e Gravidez na Adolescência



Nesta quinta-feira, 09.07.2015, às 20:15, o programa da TV Assembléia conta com uma matéria sobre Métodos Contraceptivos e Gravidez na Adolescência.
Confiram